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Indepaz alerta para morte violenta de outro dirigente social na Colômbia

Nos primeiros 60 dias do ano, foram assassinados 28 dirigentes sociais no país sul-americano, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz).

Os assassinatos registados pelo Indepaz em 2021 dão continuidade à grande violência que marcou o ano de 2020 no país sul-americano
Os assassinatos registados pelo Indepaz em 2021 dão continuidade à grande violência que marcou o ano de 2020 no país sul-americanoCréditos / eltiempo.com

Na sua conta de Twitter, o Indepaz informou que o assassinato mais recente de um dirigente social na Colômbia ocorreu esta segunda-feira no departamento de Sucre. Jaime Basilio, que era funcionário do Cabildo Indígena do Corregimento Libertad, no município San Onofre, foi morto na sua residência por volta das 20h.

Até ao momento, desconhecem-se mais detalhes sobre o facto, revelou o organismo de defesa da paz na rede social, onde vários utilizadores fizeram eco do caso e o denunciaram, exigindo ao governo de Iván Duque que faça uma investigação a fundo, informa a TeleSur.

Também no Twitter, o senador Gustavo Petro, ex-candidato à Presidência da República, denunciou que «Sucre está em pleno processo de reparamilitatização», bem como a «casta narcotraficante» que domina o município de San Onofre, «sem que a Justiça faça nada».

A espiral de violência na Colômbia prossegue e, segundo os dados verificados pelo Indepaz, até 1 de Março foram assassinados 28 dirigentes sociais no país andino. A estes, juntam-se dez ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) mortos, além de 15 massacres registados, com um saldo de 59 vítimas.

2020, ano marcado por grande violência

Os primeiros 60 dias de 2021 são uma continuidade da violência na Colômbia ao longo dos anos e que teve grande expressão no ano passado, sem que o governo de Duque actue de modo a travar a situação.

Segundo os dados recolhidos pelo Indepaz, em 2020 foram mortos no país 310 dirigentes sociais e defensores dos direitos humanos, e 64 ex-combatentes das FARC-EP assinantes do acordo de paz de Novembro de 2016.

O ano ficou igualmente marcado pelo elevado número de massacres verificados (91), dos quais resultaram 381 vítimas mortais.

No total, 66 municípios foram palco de massacres, termo que o Indepaz utiliza na acepção estabelecida pelas Nações Unidas. Existe um massacre «quando três ou mais pessoas são assassinadas no mesmo local e momento e pelo mesmo presumível perpetrador».

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