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Indepaz confirma assassinato de 18 dirigentes sociais na Colômbia este ano

A grande violência que marcou 2020 continuou a verificar-se em Janeiro de 2021. Além de 18 dirigentes sociais assassinados, o Indepaz registou a morte de seis ex-combatentes farianos e sete massacres.

Protesto na Colômbia contra o assassinato de dirigentes sociais (imagem de arquivo)
Protesto na Colômbia contra o assassinato de dirigentes sociais (imagem de arquivo) Créditos / fayerwayer.com

O caso mais recente divulgado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz) diz respeito ao homicídio do dirigente comunitário Arcenio Quinayás Ruiz, que exercia o cargo de tesoureiro da Junta de Acção Comunal da vereda Los Andes, no município de San Agustín (departamento de Huila). Foi morto a tiro em sua casa, este sábado, por um grupo de homens encapuzados, ainda não identificados.

No espaço de 24 horas, Ruiz foi o segundo dirigente comunitário a ser assassinado na Colômbia, depois de Miguel Uribe, membro da Junta de Acção Comunal Miguel de Ochalí, no município de Yarumal (departamento de Antioquia), ter sido morto na região por um grupo armado não identificado.

O Indepaz revelou igualmente que, no dia 27, Giovanis Carranza Castillo, que foi vereador entre 2012 e 20115 pelo partido Cambio Radical no município de Chiriguaná (departamento de Cesar), foi interceptado num local público na localidade de Valledupar e assasssinado ali por um grupo de homens armados.

Segundo o organismo de defesa da paz, em Janeiro foram mortos 18 dirigentes sociais (736 desde que Iván Duque é presidente, 1134 desde a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP)).

Em 2021, foram ainda assassinados pelo menos seis ex-combatentes farianos, o último dos quais foi José Alejandro Quiñones Estacio, no passado dia 24, no município de Tumaco (departamento de Nariño). Desde os acordos de paz, 254 ex-guerrilheiros foram assassinados, segundo denunciou o partido Comunes.

No seu portal, o Indepaz informa também que este ano foram perpetrados sete massacres no país sul-americano, com um saldo de 24 vítimas mortais. O organismo utiliza o termo na acepção estabelecida pelas Nações Unidas, segundo a qual existe um massacre «quando três ou mais pessoas são assassinadas no mesmo local e momento e pelo mesmo presumível perpetrador».

Ontem, Roy Barreras, presidente da Comissão de Paz do Senado, alertou para a existência de um novo massacre, no município de Satinga (departamento de Nariño). De acordo com o senador colombiano, três jovens foram mortos e dois estão desaparecidos.

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