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Greve geral na Cisjordânia após novo massacre em Jenin

Forças israelitas realizaram, esta terça-feira, uma nova incursão no campo de refugiados de Jenin, tendo matado pelo menos seis pessoas e ferido 26, segundo o Ministério palestiniano da Saúde.

Jovens palestinianos juntam-se durante a incursão israelita no campo de refugiados de Jenin, a 7 de Março de 2023 
Créditos / Al Mayadeen

Os seis mortos foram identificados pelo Ministério como Mohammad Wael Ghazawi (de 26 anos), Majd Mohammad Huseinieh (26 anos), Tareq Ziad Natour (27), Ziad Amin Zareini (29), Abdul Fattah Hussein Khrousheh (49) e Mutasem Nasser Sabbagh (22).

De acordo com a agência Wafa, tropas israelitas entraram no campo de refugiados de Jenin ontem à tarde e cercaram uma casa, tendo-se registado troca de disparos.

Testemunhas referidas pela Al Mayadeen indicaram que na casa se encontravam elementos da resistência palestiniana e que um helicóptero Apache israelita disparou mísseis para o local.

A mesma fonte refere que as forças israelitas alegaram que na casa se encontrava o executante do ataque em Huwara que matou dois colonos israelitas, a 26 de Fevereiro, na sequência do massacre em Nablus, em que as tropas israelitas mataram 11 palestinianos e feriram mais de cem.

Ontem, em Jenin, pelo menos 26 pessoas ficaram feridas, três das quais em estado crítico, atingidas no peito e na zona pélvica, referiu o Ministério palestiniano da Saúde.

Por iniciativa dos partidos palestinianos, revela a Wafa, realiza-se hoje na Margem Ocidental ocupada uma greve geral de protesto, com o comércio fechado e os transportes parados.

Palestina vai continuar a lutar até alcançar a liberdade e a independência

Após a nova mortandade em Jenin (em Janeiro, durante uma incursão, as tropas israelitas já haviam morto 11 pessoas), o primeiro-ministro palestiniano, Mohammad Shtayyeh, condenou «o horrível massacre», que também envolveu a destruição de casas e outras propriedades.

Afirmando que o povo palestiniano «vai continuar a lutar até alcançar a liberdade e a independência», Shtayyeh pediu à Casa Branca que intervenha junto do seu aliado para travar os massacres nas terras palestinianas e exortou as organizações internacionais «a condenar este novo crime».

Grupos da resistência palestiniana também já se pronunciaram, prometendo «vingar-se com dureza».

Jenin e Nablus, no Norte da Cisjordânia ocupada, são os principais bastiões da resistência palestiniana e têm sido um alvo constante das operações militares levadas a cabo por Telavive.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Wafa, desde o início do ano as tropas e os colonos israelitas armados mataram 73 palestinianos.

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