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Dezenas de palestinianos feridos em confrontos com tropas israelitas na Cisjordânia

Resistindo a cercos impostos e a ataques de colonos, 250 palestinianos ficaram feridos, sábado à noite, na sequência da repressão exercida pelas forças israelitas de ocupação nas regiões de Nablus e Jenin.

Um palestiniano atira uma lata de gás lacrimogéneo de volta para as forças israelitas, durante os confrontos que se registaram perto da cidade Nablus no dia 25 de Dezembro de 2021 
Um palestiniano atira uma lata de gás lacrimogéneo de volta para as forças israelitas, durante os confrontos que se registaram perto da cidade Nablus no dia 25 de Dezembro de 2021 Créditos / PressTV

As tropas israelitas atacaram os palestinianos que protestavam contra o cerco imposto pelas forças de ocupação à localidade de Burqa, nas imediações de Nablus, e o encerramento da estrada que liga esta cidade a Jenin, no Norte da Cisjordânia ocupada.

O Crescente Vermelho informou que prestou assistência a 247 palestinianos em Burqa, dez dos quais foram atingidos por fogo real e 48 por balas de borracha. Além disso, 185 pessoas apresentaram sintomas de asfixia devido à inalação de gás lacrimogéneo.

De acordo com o Palestine Information Center, também se registaram protestos e confrontos junto à entrada principal da localidade de Silat ad-Dhaher, na província de Jenin, depois de as forças israelitas terem fechado a estrada que lhe dá acesso, para impedir que os jovens fossem para Burqa ajudar a população local a fazer frente aos ataques dos colonos israelitas.

Também ontem à noite, um grupo de colonos extremistas atacou casas de palestinianos – com pedras e disparos de armas de fogo – na aldeia de Sebastia, perto de Nablus. As autoridades locais acusaram as tropas israelitas de terem actuado para proteger os colonos e atacar os jovens que defendiam a aldeia.

A tensão em Nablus e Jenin, no Norte da Margem Ocidental ocupada, aumentou depois de um grupo de colonos extremistas ter anunciado a intenção de realizar, este sábado, uma manifestação até ao posto avançado, actualmente vazio, de Homesh (localizado no Monte Qubaybat).

Na sexta-feira, os habitantes de Burqa lançaram um apelo de ajuda aos seus compatriotas, sobretudo nas áreas vizinhas, para evitar que as suas casas fossem atacadas pelos colonos, tendo em conta também que as tropas de ocupação tinham declarado a região como «zona militar fechada».

Nos últimos dias, têm-se sucedido os ataques violentos de grupos de colonos israelitas contra a população palestiniana, as suas propriedades e pertencentes, sobretudo nas imediações dos colonatos ilegais da Cisjordânia ocupada.

O aumento exponencial do número de ataques violentos, por parte dos colonos israelitas, segue-se ao ataque da resistência palestiniana, perpetrado há cerca de uma semana, contra colonos extremistas perto de Homesh, na sequência do qual um colono foi morto e dois ficaram feridos.

Mais de 600 mil israelitas vivem colonatos só para judeus, construídos desde 1967, em Jerusalém Oriental e na Margem Ocidental ocupada. Todos os colonatos israelitas são considerados ilegais à luz do direito internacional.

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