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A desigualdade no acesso à higiene das mãos

A Organização Mundial da Saúde (OMS), para assinalar o Dia Mundial da Higiene das Mãos, lembrou as desigualdades em todo mundo no acesso a medidas de prevenção e controlo de infecções.

CréditosKHALIL ASHAW / REUTERS

A OMS, em comunicado, refere que lançou um portal de monitorização online que tem por objectivo ajudar os países a identificarem as falhas e a resolver os problemas neste domínio, por via da recolha de dados de uma maneira padronizada e fácil de usar.

Esta matéria é «um sério desafio» que a pandemia veio tornar evidente, uma vez que «mostrou dramaticamente quão importantes as boas práticas de higiene das mãos são na redução do risco de transmissão».

Para ilustrar os problemas decorrentes desta questão, a OMS frisa que a infecção adquirida durante a prestação de cuidados de saúde é «um grande problema de saúde global» e que nos países mais pobres a probabilidade duplica (15% contra 7% no caso dos países mais ricos).

A organização alerta para o facto de muitas unidades de saúde não terem «instalações para isso», porque faltam recursos financeiros e condições infraestruturais. E recorda que o relatório de balanço global de 2020 sobre o programa WASH (que envolveu 88 países) em unidades de saúde concluiu que uma em cada quatro unidades de saúde não tem serviços básicos de água, e que apenas uma em cada três tem produtos suficientes para higienizar as mãos.

Esta realidade afecta, anualmente, milhões de doentes e profissionais de saúde em todo o mundo e a OMS lembra que perto de nove milhões de infecções são registadas todos os anos só na Europa.

Metade destas pode ser evitada com a implementação de práticas e programas eficazes, incluindo estratégias de melhoria da higiene das mãos.

A OMS acrescenta ainda que a «implementação de políticas de higiene das mãos pode gerar um crescimento da economia em média 16 vezes superior ao custo da sua aplicação».


Com agência Lusa

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