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Damasco protesta contra visita «ilegal» de uma delegação norte-americana

O Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros denunciou a «infiltração» de uma delegação dos EUA em território sírio, liderada pelo subsecretário de Estado para os Assuntos do Médio Oriente.

Uma viatura militar norte-americana na província de Hasaka (Nordeste da Síria), em Novembro de 2018 
Uma viatura militar norte-americana na província de Hasaka (Nordeste da Síria), em Novembro de 2018 Créditos / PressTV

No passado dia 22, uma delegação norte-americana, liderada pelo subsecretário de Estado para os Assuntos do Médio Oriente, Ethan Goldrich, entrou de forma ilegal em território sírio, tal como um responsável do Departamento de Assuntos Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia.

Isto mesmo foi confirmado pelo Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros, esta quarta-feira, em cartas enviadas ao secretário-geral da ONU e ao presidente do Conselho de Segurança.

Nas missivas, o governo de Damasco considera que estas entradas no Nordestes do país, sem coordenação com as autoridades, constituem uma violação flagrante da soberania da Síria, da Carta das Nações Unidas, dos princípios do direito internacional e das resoluções pertinentes do Conselho de Segurança.

Classificou como «vergonhosa» a alegação de que estas visitas têm como propósito aliviar o sofrimento dos sírios que residem nessas regiões e mitigar as repercussões da crise, acrescentando que reflecte os «dois pesos e duas medidas», bem como a «hipocrisia» da administração norte-americana, que rouba o petróleo e o gás sírios, e impõe medidas coercivas unilaterais que afectam o povo.

«A Síria manifesta a veemente condenação destas práticas, reafirma a determinação de estabelecer a sua soberania sobre todo o território nacional, de o libertar de todas as formas de ocupação, e de exercer o direito de defender o país e os seus cidadãos», lê-se no texto, divulgado pela SANA.

Além disso, instou a comunidade internacional e as Nações Unidas a condenar as relações entre os países ocidentais e os grupos ilegalizados que trazem a destruição à Síria.

A região Nordeste, conhecida como al-Jazira, está sob controlo das chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), milícias de maioria curda apoiadas por Washington e que Damasco acusa de estar ao serviço da agenda de Washington na região.

EUA insistem numa perspectiva «hipócrita» e «hostil»

Na segunda-feira passada, o representante permanente da Síria junto das Nações Unidas, Bassam Sabbagh, afirmou que Washington mantém uma abordagem hostil e políticas subversivas contra o país árabe.

Referindo-se às declarações da representante norte-americana, Linda Thomas-Greenfield, que manifestavam «preocupação com a situação humanitária dos sírios», Sabbagh disse que contradizem frontalmente a política adoptada pelo seu país, uma vez que impõe sanções ilegais ao povo sírio.

O diplomata sírio considerou «hipócrita» que a Thomas-Greenfield expresse tais preocupações quando Washington apoia milícias separatistas e terroristas no Nordeste do país, continua a saquear os seus recursos naturais e procura prolongar o conflito.

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