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Coligação agressora rouba muitos milhões ao Iémen com saque do petróleo

Ahmad Abdullah Dares, ministro do Petróleo do Governo de Salvação Nacional, afirmou que mais de 130 milhões de barris de petróleo foram roubados ao Iémen entre 2018 e Julho deste ano.

De acordo com a Saba News, o navio grego Maran Canopus partiu de um porto iemenita com dois milhões de barris de crude roubado  
De acordo com a Saba News, o navio grego Maran Canopus partiu de um porto iemenita com dois milhões de barris de crude roubado  Créditos

Em declarações à cadeia de TV em língua árabe Al-Masirah, Dares denunciou o roubo de petróleo perpetrado pelas forças da coligação, liderada pela Arábia Saudita, que em Março de 2015 lançou uma guerra de agressão contra o Iémen.

O membro do Governo de Salvação Nacional iemenita estimou que, entre 2018 e Julho último, tenham sido roubados 130 milhões de barris de petróleo ao país árabe, no valor aproximado de 9,4 mil milhões de dólares.

O petróleo é contrabandeado e levado em navios velhos, havendo milhões de barris por registar, disse Dares, sublinhando que as enormes quantidades de petróleo roubado são suficientes para o povo iemenita, que «deve saber que as suas riquezas são saqueadas enquanto as pessoas lutam por encontrar um salário».

Em Julho último, Essam al-Mutawakel, representante da Yemen Petroleum Company (YPC), disse à cadeia libanesa Al Mayadeen que o Iémen possui recursos petrolíferos e de gás natural suficientes tanto para o consumo doméstico como para exportação.

Em vez disso, o país foi privado da sua riqueza nacional e o povo iemenita vive em condições terríveis, enquanto a coligação liderada pelos sauditas saqueia os recursos de crude.

«O Iémen não beneficia das receitas resultantes das vendas de petróleo bruto, uma vez que os petrodólares são depositados numa conta do Banco Nacional da Arábia Saudita, em Riade», observou Mutawakel.

Sublinhou que «a coligação de agressão, liderada pelos Estados Unidos, é inteiramente responsável pela crise de combustível no Iémen», um país onde centenas de milhares de pessoas perderam a vida como consequência da guerra e onde milhões ainda enfrentam uma das piores crises humanitárias do mundo.

Navio grego leva dois milhões de barris de crude iemenita roubado

O navio Maran Canopus, de bandeira grega, partiu no dia 19 do porto iemenita de al-Dhabba, na província de Hadhramaut – controlado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) e militantes aliados jihadistas –, carregado com dois milhões de barris de crude roubado.

De acordo com os preços dos mercados internacionais de energia, o valor da carga é estimado em 200 milhões de dólares, noticia o portal thecradle.co.

Fontes locais disseram à agência oficial iemenita Saba News que o petroleiro se dirigia para o Porto de Rizhao, na província chinesa de Shandong.

«O saque do crude iemenita é apenas uma parte de uma série de roubos organizados pela agressão liderada pela Arábia Saudita e seus mercenários às receitas do país», disse uma fonte oficial iemenita à Saba, recordando em simultâneo que os salários dos funcionários públicos continuam suspensos há mais de seis anos».

Em Abril deste ano, as Nações Unidas anunciaram uma trégua entre as partes em conflito no Iémen, que foi prolongada em Junho e novamente no início deste mês. Apesar disso, a Arábia Saudita continua a impedir a entrada de muitos navios no porto iemenita de Hudaydah.

Recentemente, representantes do Conselho Político Supremo do Iémen alertaram que a trégua não se iria manter caso o bloqueio férreo imposto ao país pela coligação agressora persistisse.

Mahdi al-Mashat ameaçou sauditas e emiradenses com uma chuva de mísseis se insistirem na «agressão e no bloqueio contra o povo iemenita», acrescentando que não se deixa intimidar pelas armas vendidas pelos norte-americanos à Arábia Saudita e aos EAU, nem pelos exercícios militares conjuntos no Mar Vermelho, as chamadas «Anger Maneuvers».

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