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China e Rússia prolongam tratado de boa vizinhança e cooperação

Rússia e China decidiram prorrogar o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável, assinado há 20 anos, revelou um comunicado conjunto emitido esta segunda-feira.

Créditos / Belt & Road News

A decisão foi oficializada no encontro por videoconferência que o presidente chinês, Xi Jinping, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, mantiveram ontem, três dias antes do centenário do Partido Comunista da China.

Louvando o 20.º aniversário da assinatura do tratado, que em breve será cumprido (16 de Julho), Xi disse em Pequim que o tratado estabeleceu um conceito de amizade duradoura que responde aos interesses fundamentais de ambos os países.

Defendeu que está em linha com as tendências da época, de busca da paz e do desenvolvimento, sendo também um exemplo vivo de construção de um novo tipo de relações internacionais, refere a agência Xinhua.

Durante a conversa desta segunda-feira, Xi indicou que, por via da cooperação estreita entre ambos, os dois países injectaram «energia positiva» na comunidade internacional, num momento em que «o mundo está a entrar num período de turbulência e mudanças, e o desenvolvimento humano enfrenta múltiplas crises».

Xi referiu-se às actuais relações China-Rússia como «maturas, estáveis e sólidas», capazes de «resistir ao teste de qualquer mudança no panorama internacional».

Por seu lado, Vladimir Putin afirmou que, «seguindo o espírito e a letra do tratado», as relações sino-russas estão num «nível elevado sem precedentes», «tornando-as um exemplo de cooperação intergovernamental no século XXI», refere a agência TASS.

O presidente russo defendeu que, num contexto de «crescente turbulência geopolítica, quebra de acordos sobre o controlo de armas, aumento do potencial de conflito em várias partes do mundo, a cooperação russo-chinesa desempenha um papel estabilizador nas questões internacionais».

Relações coesas

Em Março último, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, visitou a China, onde, em conversações com o seu homólogo da China, Wang Yi, afinou e aprofundou a parceria estratégica entre ambos os países, coordenando posições contra a hegemonia e manipulação da ordem internacional, tendo em conta a hostilidade renovada por EUA e União Europeia (UE).

Num comunicado conjunto, afirmaram a vontade de renovar o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável, dando-lhe maior relevância, de reforçar a coordenação estratégica, de combater campanhas de desinformação e de se apoiar mutuamente na manutenção da estabilidade nas zonas em redor dos dois países, noticiou a Xinhua.

Ambos se opuseram à politização dos direitos humanos, rejeitando que sejam usados como desculpa para interferir nos assuntos internos de outros países, defenderam o diálogo entre estados na base da igualdade e do respeito mútuo, bem como o respeito pelo direito legítimo dos países soberanos a escolher os seus próprios caminhos de desenvolvimento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou então que os laços sino-russos estão coesos «como uma montanha» e que as boas relações entre Pequim e Moscovo, no quadro da defesa conjunta do multilateralismo, são importantes não só para os dois países, mas também benéficas para o mundo.

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