Promovida conjuntamente pela Internacional Antifascista, a Brigada Internacionalista de Solidariedade com a Venezuela Ramón Allende Garcés, a Frente Anti-imperialista e a Alba Movimentos, a manifestação deste sábado na capital chilena aeguiu até ao monumento a Simón Bolívar, na Avenida da Alameda, onde decorreu um acto.
Vários oradores intervieram para condenar o ataque norte-americano perpetrado a 3 de Janeiro deste ano contra a Venezuela, que envolveu o sequestro do presidente legítimo do país, Nicolás Maduro, e da sua esposa, Cilia Flores.
Também expressaram o seu repúdio pela guerra de agressão que Estados Unidos e Israel iniciaram a 28 de Fevereiro último contra o Irão, que, de acordo com as autoridades iranianas, provocou mais de 1300 mortos e 10 mil feridos, bem como a destruição parcial ou total de centenas de infra-estruturas civis (escolas, hospitais, centros de saúde, unidades do Crescente Vermelho) e danos em mais de meia centena de museus, sítios históricos e outras infra-estruturas declaradas como património cultural.
A isto, sublinharam, juntam-se outras agressões na região da Ásia Ocidental e o genocídio do povo palestino, levado a cabo pela ocupação sionista.
Os manifestantes expressaram igualmente a sua solidariedade com o governo e o povo de Cuba, que há mais de seis décadas tem de fazer frente ao cerco económico, comercial e financeiro imposto por Washington, agora intensificado com um bloqueio petrolífero que causa graves danos à população.
Denúncia da agressão ao Irão, apoio a Cuba e alerta latino-americano
Em declarações à Prensa Latina, o cantor Francisco Pancho Villa afirmou: «Hoje quero saudar em especial o povo de Cuba, um povo que amo profundamente e que é exemplo de resistência para todo o mundo. Para eles, toda a minha solidariedade.»
Por seu lado, Stéfano Cordano, membro da Unión Socialista del Trabajo, que reúne jovens estudantes e trabalhadores, condenou os ataques ao Irão, à Palestina e a outros países, tendo recordado que o Chile tem a maior comunidade de origem palestiniana fora do Médio Oriente.
Já Néstor Quilaqueo, da Internacional Antifascista, denunciou que, nesta etapa de declínio do imperialismo norte-americano, os EUA optaram por recorrer à guerra e, assim, reactivar a sua indústria militar, ao mesmo tempo que procuram apropriar-se dos recursos naturais de outros povos.
«Por isso agrediram o Irão, destruíram a Líbia, contribuíram para a fragmentação da Síria», declarou.
Neste contexto, alertou para o facto de, hoje, os olhos do imperialismo também estarem postos nas riquezas naturais da América Latina, incluindo o Chile, devido ao cobre e ao lítio. «Eles mesmos o afirmaram, são recursos estratégicos», disse.
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