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Centrais Sindicais expressam solidariedade com o povo da Guiné-Bissau

Oito centrais sindicais de países de língua oficial portuguesa subscreveram, por iniciativa da CGTP-IN, um texto que condena a «acção repressiva das autoridades da Guiné-Bissau».

Funcionários públicos da Guiné-Bissau, afectos à União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), dão início a uma greve geral de 30 dias, de 1 a 30 de Julho de 2021 
Funcionários públicos da Guiné-Bissau, afectos à União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), dão início a uma greve geral de 30 dias, de 1 a 30 de Julho de 2021 Créditos / Bissau On-Line

A uma só voz, as estruturas que agregam as organizações representativas dos trabalhadores de oito países e regiões lusófonas repudiaram as intervenções repressivas das autoridades da Guiné-Bissau «contra o livre exercício do direito de manifestação e protesto, bem como as prisões, perseguições e despedimentos de trabalhadores, dirigentes sindicais, patriotas e democratas guineenses».

É também denunciado o ataque à «sede da União Nacional de Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) e a destruição causada nas suas instalações e equipamentos». O assalto teve lugar no dia 14 de Julho, quando forças policiais invadiram e agrediram sindicalistas em dia de manifestação da UNTG, disparando gás lacrimogénico para o interior das instalações.

«Enquanto partido que conduziu o processo da abertura democrática na Guiné-Bissau, jamais iremos compactuar com violações dos direitos fundamentais, como as que temos assistido nos últimos tempos no país, perpetrados pelos actuais detentores do poder», declarou, à altura, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em comunicado.

Os trabalhadores e ao povo da Guiné-Bissau têm assistido a uma «acelerada degradação das condições de vida e de trabalho no país», como o aumento do desemprego, a diminuição dos salários e o aumento do custo de vida, poblemas agudizados pela «deterioração dos serviços de saúde, educação e protecção social, aumento de impostos e taxas, e a corrupção».

As centrais sindicais dirigem ainda um «apelo à unidade e luta dos trabalhadores e do povo contra os sucessivos atentados contra a legalidade constitucional e a democracia, em defesa da paz, da independência e da soberania da Guiné-Bissau», indispensável para aqueles que não «abdicam da defesa dos seus direitos e por uma vida melhor».

Subscrevem este texto, para além da CGTP-IN (de quem partiu a iniciativa): a União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – UNTA-CS; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB; Central Única de Trabalhadores – CUT/Brasil; União Nacional Trabalhadores de Cabo Verde – UNTC-CS; Confederación Intersindical Galega-CIG; Organização dos Trabalhadores de Moçambique – OTM-CS; Organização Nacional dos Trabalhadores de São Tome e Príncipe – Central Sindical – ONTSTP–CS.

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