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Avança na Argentina rede de jornalistas e meios solidários com o Saara Ocidental

Jornalistas, comunicadores e órgãos de comunicação juntaram-se em Buenos Aires para criar uma rede de difusão da situação no Saara Ocidental junto dos meios de comunicação do país austral.

Em Buenos Aires, jornalistas e órgãos de comunicação criaram uma rede mediática solidária com o Saara Ocidental Créditos / SPS

A iniciativa de criar a Rede de Comunicadores e Meios em solidariedade com o Saara Ocidental, explica o Sahara Press Service (SPS), surgiu ligada à Primeira Conferência Mediática de Solidariedade com o Povo da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que decorreu em Maio último nos acampamentos de refugiados saarauís e no âmbito da qual nasceu a Federação de Jornalistas e Profissionais dos Meios de Comunicação Solidários e Interessados pela Causa Saarauí.

O encontro desta segunda-feira na capital argentina teve lugar na sede da central sindical CTA-Autónoma e contou com a participação do seu responsável de comunicação de relações internacionais, Mariano Vázquez, que procedeu à leitura da «Declaração de Bojador», emanada da conferência e onde são estabelecidas linhas de trabalho e desafios para a Federação de Comunicadores ali criada.

Na ocasião, Vázquez disse que uma das máximas da central é que «cada uma das nossas sedes no país é território saarauí». «Esta é casa do povo saarauí, portanto, é também a casa de quem abraça a sua causa», frisou.

Por seu lado, Lorena Lores, presidente da Asociación Sáhara Libre Argentina (ASLA) e responsável pelo programa de rádio «Galiza Migrante», afirmou que «a ideia é que o povo argentino seja mais um dos que reconhecem a RASD», tendo ainda convidado os participantes a juntar-se a esta iniciativa, de modo a derrubar «o cerco informativo».

Já Dayana López Villalobos, correspondente na Argentina da SPS e da RasdTV, destacou que a iniciativa toma Bassiri como referência (Mohamed Sidbrahim Bassiri), jornalista e um dos fundadores da luta nacional saaarauí, que foi detido e desapareceu a 17 de Junho de 1970, no contexto de manifestações contra as forças coloniais espanholas.

Diplomacia de paz contra a manipulação

O evento teve como convidados especiais, entre outros, Mohamed Ali Ali Salem, representante da Frente Polisário na Argentina, e Lotfi Sebouai, embaixador da Argélia em Buenos Aires.

O representante da Frente agradeceu aos profissionais presentes, aos órgãos de comunicação aliados e à Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA-Autónoma) pelo apoio prestado à causa do seu povo, e definiu o momento como «importantíssimo».

Isto porque, em seu entender, «se está a lançar a primeira pedra numa questão central», já que «as fake news [notícias falsas]» da propaganda marroquina «sobre as violações sistemáticas dos direitos humanos» são divulgadas «como supostas verdades». Nesse sentido, pediu aos profissionais da comunicação social na Argentina que «não o permitam, que nos enganem e manipulem».

No encontro participaram jornalistas de órgãos como Periodistán, Resumen Latinoamericano, Página 12, La Tinta, Data Urgente, Radio con Aguante, Quinto Poder, Periodistas Argentinas, além de jornalistas de vários programas de rádio e representantes de diversas associações argentinas.

Na capital argentina, sublinhou-se que a criação desta rede irá contribuir para a mobilização da opinião pública, e servirá para combater as operações de desinformação e bloqueio mediático sobre a causa saarauí no país sul-americano.

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