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Autoridades venezuelanas prosseguem investigações sobre acções de golpistas

MP determinou a responsabilidade de 72 envolvidos no golpe de Estado e no atentado contra Maduro. Arreaza respondeu aos presidentes colombiano e argentino, que puseram em causa a legitimidade de Nicolás Maduro.

Retrato de graffiti com mulher. Caracas, Venezuela, 9 de Março de 2015. Os EUA tinham acabado de emitir sanções contra a Venezuela, a pretexto de que o país seria uma «ameaça à sua Segurança Nacional
Retrato de graffiti com mulher. Caracas, Venezuela, 9 de Março de 2015. Os EUA tinham acabado de emitir sanções contra a Venezuela, a pretexto de que o país seria uma «ameaça à sua Segurança Nacional". CréditosJorge Silva / Reuters

Numa conferência de imprensa ontem dada na sede do Ministério Público (MP) em Caracas, o procurador-geral da República da Venezuela, Tarek William Saab, explicou que, no âmbito das investigações sobre o atentado contra o chefe de Estado, perpetrado a 4 de Agosto de 2018, foram indiciadas 38 pessoas, 31 das quais estão actualmente na prisão (às restantes sete foram aplicadas medidas alternativas à privação da liberdade).

O procurador acrescentou que existem mandados de detenção para mais 15 pessoas, mas que estas se encontram fora do país. Neste sentido, disse esperar que «a Colômbia e os Estados Unidos entreguem à Venezuela» as pessoas que são alvo de investigação criminal, informa a AVN.

No que respeita à tentativa de golpe de Estado conhecida como «Operação Liberdade», executado no passado dia 30 de Abril, William Saab, referiu que há 34 indivíduos sob investigação, 17 dos quais foram presos e indiciados.

Fazendo uma espécie de balanço da actividade da instituição que dirige, o procurador lembrou que «este ano esteve marcado por acções desestabilizadoras», sublinhando, no entanto, que «cada um dos responsáveis será julgado por essas acções», refere a Prensa Latina.

Na conferência de imprensa, Saab destacou ainda o papel do MP na luta contra a corrupção e contra o narcotráfico, tendo revelado que, ao longo deste ano, a instituição recebeu 3464 casos relativos a narcotráfico.

«A Nossa América quer o fim da produção de drogas na Colômbia e dos pacotes neoliberais na Argentina»

«A Nossa América quer o fim da produção e tráfico de drogas, violação de Direitos Humanos, o fim da guerra, do paramilitarismo, dos "falsos positivos" e da narcopolítica na Colômbia e o povo argentino quer o fim do infame e falhado pacote neoliberal selvagem de Macri», escreveu esta terça-feira o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, na sua conta de Twitter.

Jorge Arreaza respondeu de forma categórica às declarações de cariz intervencionista proferidas, em Buenos Aires, pelos presidentes colombiano e argentino

Estas afirmações de Arreaza surgem na sequência das declarações de cariz intervencionista proferidas, no dia anterior, em Buenos Aires, pelos presidentes da Colômbia, Iván Duque, e da Argentina, Mauricio Macri.

O chefe de Estado argentino declarou a vontade de «acabar com o usurpador Nicolás Maduro», obliterando o facto de que o presidente venezuelano foi reeleito, em Maio de 2018, com mais de 67% dos votos. Por seu lado, Iván Duque pediu que se «acelere» o cerco diplomático de modo «a alcançar o fim da usurpação e da ditadura, o governo de transição e o reestabelecimento da democracia» na Venezuela.

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