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Trabalhadores reclamam controlo público da Galp

A Comissão Central de Trabalhadores reivindica o controlo público da Galp para que não fique «à mercê de arranjos accionistas» ou «jogos de interesses de estados estrangeiros». 

CréditosManuel de Almeida / Agência Lusa

Na sequência do arresto de bens de Isabel dos Santos, que detém participações na Galp, a Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal alerta para a «necessidade urgente» de reforçar a participação estatal na empresa.

«Começamos o ano com a participação angolana na berlinda pelo arresto de contas bancárias e participações em empresas angolanas de Isabel dos Santos, uma das accionistas da Esperaza em conjunto com a Sonangol, por sua vez accionistas da Amorim Energia BV, principal accionista do grupo», lembra a CCT numa nota à imprensa. 

Quanto ao reforço da participação do Estado na Galp, a estrutura representativa dos trabalhadores sugere que ele aconteça via Parpública, que detém 7% do capital. Entende a CCT que se a Parpública adquirisse a participação dos accionistas angolanos na Galp, o Estado Português assumiria novamente o controlo da empresa, «sem ficar à mercê de arranjos accionistas ou de jogos de interesses de Estados estrangeiros».

Porém, ao mesmo tempo que reivindica o controlo público da empresa, a comissão recorda que na assembleia-geral de 2019, «instado pela CCT», o Governo «não fez vingar» o direito de ter um administrador directo, em correspondência com a sua participação social, ao contrário do que fez a Sonangol. 

As críticas estendem-se ao Presidente da República, a quem acusam de querer pôr «água na fervura», em 2018, perante rumores de um possível desinvestimento na Galp por parte da Amorim Energia, sedeada na Holanda.

Depois do Tribunal Provincial de Luanda ter decretado, esta segunda-feira, o arresto preventivo de contas bancárias pessoais de Isabel dos Santos, a empresária afirmou que o investimento da Sonangol na Galp é o «mais rentável na história» da petrolífera de Angola. 

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