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Trabalhadores do armazém do Lidl na Marateca em greve

Enquanto o Lidl mantiver «uma postura intransigente de recusa de negociação do caderno reivindicativo, aprovado pelos trabalhadores», a luta na empresa é para continuar.

O CESP calcula que a ausência de actualização salarial já custou 3831 euros aos trabalhadores
O CESP calcula que a ausência de actualização salarial já custou 3831 euros aos trabalhadoresCréditos / Diário do Distrito

O caderno reivindicativo, definido pelos trabalhadores, é simples, claro e, acima de tudo, justo. Não há razão para uma empresa que tem centenas de milhões de euros para investir na remodelação estética das lojas, não seja capaz de assegurar um «aumento salarial mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores, com garantia de aplicação de diferenças salariais por antiguidade e por especialização», aponta o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), a uqe o AbrilAbril teve acesso.

O investimento de milhões de euros não se pode cingir ao edificado: uma parte significativa desse dinheiro, e dos lucros que os trabalhadores produziram, pode e deve ser aplicado em medidas que «visam a melhoria das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores».

Os trabalhadores exigem também a «atribuição de um subsídio a todos os trabalhadores que laboram em temperaturas controladas» e o «aumento da carga horária dos trabalhadores em part-time para as 32 horas semanais».

A greve vai ter lugar no dia 20 de Dezembro. No mesmo dia, os trabalhadores do armazém da Marateca vão reunir-se, em concentração, às 11h, em frente à sede da empresa em Sintra. Os trabalhadores do armazém do Lidl do Linhó vão estar em plenário, na rua, nesse mesmo dia, indo depois juntar-se aos colegas da Marateca «na luta pelas mesmas reivindicações». 

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