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Concentração em Lisboa pela manutenção dos 250 postos de trabalho

Trabalhadores de Sines pressionam Galp a intervir

Realizou-se esta sexta-feira uma concentração dos trabalhadores da manutenção da refinaria de Sines, ameaçados com despedimentos para Fevereiro. Em resposta, a Galp Energia prometeu que vai intervir para que tal não aconteça.

Os trabalhadores do consórcio de manutenção da refinaria de Sines estiveram concentrados esta manhã em Lisboa, pelas 11h, junto à sede da Galp
Os trabalhadores do consórcio de manutenção da refinaria de Sines estiveram concentrados esta manhã em Lisboa, pelas 11h, junto à sede da GalpCréditos / Site Sul

Esta manhã, mais de uma centena de trabalhadores do consórcio de manutenção da refinaria de Sines, acompanhados por representantes do Sindicato das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro e Sul (SITE Sul/CGTP-IN), deslocaram-se a Lisboa para protestar contra a ameaça de despedimento sobre os 250 trabalhadores.

O SITE Sul refere que há cerca de 30 anos, a Petrogal acabou com parte do seu serviço da manutenção mecânica e eléctrica, passando este a ser assegurado por empresas «ditas de prestações de serviços» que recorrem frequentemente a trabalhadores com vínculo temporário e precário.

Numa concentração em frente à sede da Galp, os trabalhadores protestaram contra a decisão de terminar o seu contrato de trabalho em Fevereiro, que encaram como um despedimento, pois desempenham a mais de 20 anos um trabalho fundamental para a operação da refinaria, apesar do vínculo precário.

Em declarações ao AbrilAbril, Eduardo Florindo, coordenador do SITE Sul, afirmou que foram recebidos por representantes da Galp, tendo sido transmitidas as preocupações dos trabalhadores. Em resposta, a empresa prometeu que ia «interferir junto da Martifer (empresa responsável) para que seja assegurada a manutenção dos postos de trabalho».

Apesar disso, o dirigente sindical sublinhou que o SITE Sul vai continuar a acompanhar a situação para garantir que «sejam assegurados todos os postos de trabalho» e, caso não cumpram a garantia, «fazer as acções necessárias para que tal aconteça».

Mais ainda, assegura «continuar a lutar para que todos venham a ser considerados no futuro como efectivos pela Petrogal porque desempenham funções permanentes há decadas».

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