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«Plano social» na Petrogal é ataque ao emprego

Nenhum trabalhador deve abrir mão do seu posto de trabalho, uma vez que aquilo a que «insolenemente» a administração chama «plano social» não passa de «publicidade enganosa», denuncia a Fiequimetal.

Protesto dos trabalhadores da refinaria de Sines a 26 Janeiro, junto à sede da Galp em Lisboa, em defesa dos seus postos de trabalho
Protesto dos trabalhadores da refinaria de Sines a 26 Janeiro, junto à sede da Galp em Lisboa, em defesa dos seus postos de trabalhoCréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

Com uma primeira acção de protesto marcada para esta terça-feira, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN) está a organizar a luta dos trabalhadores contra a «pressão e chantagem» levadas a cabo pela administração da Petrogal através do chamado «plano social».

«Nenhum trabalhador deve abrir mão do seu posto de trabalho», apela a estrutura sindical num comunicado distribuído na semana passada.

Para a Fiequimetal, a medida não passa de «publicidade enganosa», uma vez que pocura que os trabalhadores aceitem pré-reformas a baixo custo e rescisões de contratos.

Lançando assim os trabalhadores no desemprego, a empresa coloca uma enorme sobrecarga na Segurança Social. Mas, em algumas situações, os trabalhadores ficam sem o direito legal a qualquer apoio social, alerta a federação.

A medida é tanto mais «inaceitável» quanto se trata de uma empresa que nos últimos anos tem distribuído «dividendos fabulosos aos accionistas e continua a contratar trabalhadores em prestação de serviços», afirma.

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