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Trabalhadores das rodoviárias do Tejo, Oeste e Lis conquistam aumentos salariais

Após vários meses de intensa luta, as administrações das rodoviárias do Tejo, Oeste e Lis cederam às reivindicações dos trabalhadores, resultando no «maior aumento salarial directo dos últimos 17 anos».

Concentração de protesto realizada à porta da sede da Rodoviária do Tejo, em Santarém
Concentração de protesto realizada à porta da sede da Rodoviária do Tejo, em SantarémCréditos

O anúncio é feito em comunicado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (Strup/CGTP-IN), que refere estar assinado um protocolo de entendimento, faltando apenas fechar algumas matérias até 11 de Março, data final para a assinatura do acordo.

«O que para muitos era impossível e para outros uma miragem hoje podemos afirmar que se tornou uma realidade que a todos nós enche de orgulho», afirma o Strup, que enfatiza a «unidade» e «determinação» dos trabalhadores ao longo do processo, face a «todos os obstáculos».

Por sua vez, em nota de imprensa, a União de Sindicatos de Santarém (CGTP-IN) saúda os trabalhadores e o Strup pelas «suas vitórias», assinalando que é «o maior aumento salarial directo dos últimos 17 anos» e que tal permitiu reintegrar um conjunto de trabalhadores com vínculos precários.

No que toca a valores, os trabalhadores abrangidos pelo acordo de empresa da ex-Rodoviária Nacional conseguem que o salário base seja aumentado para os 650 euros, com as restantes categorias a receberem um aumento de 4,7%.

Está previsto ainda, relativamente ao subsídio de agente único, a subida progressiva do pagamento mínimo de oito horas, até 2022, bem como o aumento do valor das ajudas de custo no estrangeiro e o pagamento das taxas inerentes à formação profissional.

Os trabalhadores abrangidos pela contratação colectiva assinada com a associação patronal Antrop, embora ainda por fechar a negociação, passam dos actuais 645 euros para 668 euros, podendo o valor ainda subir. O subsídio de alimentação é também aumentado para cinco euros, e o da refeição em deslocação para dez euros.

Outros pontos acordados passam pela atribuição da primeira e segunda refeição, a eliminação do banco de horas, da quarta hora de intervalo de refeição e o pagamento das taxas inerentes à formação profissional.

Recorde-se que, desde Novembro passado, os trabalhadores destas três rodoviárias realizaram um conjunto de greves, tendo-se igualmente deslocado em protesto à sede do grupo Barraqueiro, em Lisboa, e da Rodoviária do Tejo, em Santarém.

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