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Greve a 3 e 4 de Janeiro nas rodoviárias do Tejo, Oeste e Lis

Depois dos protestos em Novembro, os trabalhadores de três rodoviárias da Barraqueiro, nos distritos de Leiria e Santarém, avançaram com nova greve. Exigem aumentos salariais e o fim da discriminação.

CréditosJúlio Reis / CC BY-SA 3.0

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP/CGTP-IN) afirma que a administração do grupo não deu qualquer alternativa, tendo optado por «alimentar um braço de ferro com os trabalhadores, apostando no seu desgaste».

A greve de 48 horas abrange três transportadoras do grupo Barraqueiro a operar nos distritos de Leiria e Santarém – Rodoviária do Tejo, Rodoviária do Oeste e Rodoviária do Lis. Está ainda marcada uma concentração de protesto para o primeiro dia, em Lisboa, junto à sede da Barraqueiro.

«O momento que vivemos, com o salário vergonhoso que nos pagam, as exigências diárias e o grau da nossa responsabilidade, aliados ao percurso que juntos trilhamos até aqui, dizem-nos que não poderemos vacilar, nem ficar parados perante a indiferença e o desprezo com que nos estão a tratar», afirma o STRUP.

Os trabalhadores reivindicam aumentos salariais e a correcção das diferenças salariais entre as empresas do mesmo grupo, que se reflectem em profissionais com as mesmas funções a receber salários e subsídios muito diferentes.

A nova paralisação dá continuidade à anterior, realizada em Novembro passado, que obteve uma elevada adesão. Ao longo de 2018, os trabalhadores de mais de uma dezena de rodoviárias do grupo Barraqueiro realizaram um conjunto de greves com as mesmas reivindicações, que resultaram em conquistas salariais em várias empresas, como na EVA e na Rodoviária de Lisboa.

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