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Trabalhadores das cantinas escolares em protesto contra a precariedade

Esta terça-feira, em Matosinhos, os trabalhadores das cantinas escolares estarão em protesto contra a precariedade dos seus vínculos laborais, anunciou a Fesaht.

Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN) marcou para terça-feira, em Matosinhos, junto aos escritórios da empresa Uniself, uma concentração de protesto, no âmbito de uma quinzena de luta no sector, que visa alertar para a precariedade dos vínculos dos trabalhadores das cantinas escolares.

A Fesaht acusa a empresa de «não pagar os direitos devidos aos trabalhadores», desde subsídios a compensações de caducidade, apontando para «diferenças de 400/600 euros a menos a cada trabalhador».

Em declarações ao AbrilAbril, Francisco Figueiredo, dirigente sindical, criticou «o modelo de contratações de trabalhadores» em vigor nesta área, sublinhando que há funcionários «com 15, 18 e mesmo 20 anos de trabalho nas mesmas funções e que são sujeitos todos os anos a novos contratos com vínculos a termo».

«Os trabalhadores, neste protesto, vão exigir a passagem ao quadro da empresa como efectivos. Não é compreensível que esta precariedade vigore quando as empresas são contratadas para assegurar serviço de refeições todos os dias do ano», referiu Francisco Figueiredo.

De acordo com a Fesaht, a Uniself explora cerca de 300 cantinas das escalas do 2.º ciclo, que empregam mais de mil trabalhadores, mas o dirigente sindical aponta que existem situações semelhantes em escolas de outros pontos do país. «Particularmente as cozinheiras que foram as primeiras a ir para casa, foram muito penalizadas com o encerramento das escolas», afirma o dirigente.

Porque em período de confinamento, devido ao surto epidémico de Covid-19, a empresa forçou os trabalhadores a tirar férias e, entretanto, com o regime de lay-off, reduziu-lhes os direitos e as retribuições, afirmou Francisco Figueiredo.

«Os trabalhadores estão em lay-off há quatro meses consecutivos, muitos deles perderam centenas de euros no salário todos os meses, vivem uma situação muito difícil, esta diferença nos direitos vem agravar a já muito débil situação económica dos trabalhadores», pode ler-se ainda na nota da federação.

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