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Fesaht: trabalhadores das cantinas e refeitórios marcam greve para 24 de Novembro

A «esmagadora maioria» dos trabalhadores das cantinas, refeitórios e bares recebe apenas o salário mínimo. Há mais de 20 anos que a associação patronal AHRESP tem «usado a UGT para impôr esta política de baixos salários».

Trabalhadores das cantinas escolares concessionadas à Unisef concentrados junto à DREN, Porto, 2 de Novembro de 2017
Trabalhadores das cantinas escolares concessionadas à Unisef concentrados junto à DREN, Porto, 2 de Novembro de 2017Créditos / AbrilAbril

Na última tabela salarial «assinada pelos sindicatos de classe da CGTP-IN», em 2003, há exactamente 20 anos, as empregadas de refeitório recebiam 76,90 euros acima do Salário Mínimo Nacional (SMN): agora recebem apenas 2 euros, denuncia Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT/CGTP-IN).

As cozinheiras de 3.ª recebiam 123 euros acima do SMN, agora recebem apenas 42 euros. Já as cozinheiras de 2.º chegaram a receber 161,90 euros acima do salário mínimo, ficando-se agora pelos 88.

Todos os anos desde então, «as empresas e a associação patronal insistem nas suas propostas para retirar direitos dos trabalhadores em troca dos miseráveis aumentos que oferecem»: querem reduzir o subsídio noturno; reduzir o valor do trabalho prestado em dia feriado, em dia de folga e trabalho suplementar; querem impôr bancos de horas e horários concentrados; querem acabar com o quadro de densidades. 

Ou seja, «querem acabar com os direitos dos trabalhadores» a troco de coisa nenhuma. Até agora, o patronato tem recorrido a acordos com a UGT «para impôr aos trabalhadores esta política de baixos salários», alerta a federação sindical, que considera ser este o momento para a Associação Patronal das Cantinas e Refeitórios (AHRESP) aceitar uma negociação séria.

Os mais de 20 anos de resistência dos sindicatos da CGTP a esta ofensiva aos direitos dos trabalhadores já estão a ser assinalados em vários pontos do país (acções de denúncia já realizadas na Super Bock, Efacec, Salvador Caetano, RAR e Hospital Santo António, Prelada, Braga e Santos Silva). Para o próximo dia 24 de Novembro, a Fesaht convocou uma greve a nível nacional, com concentração de protesto em Lisboa, na sede da associação patronal AHRESP, defendendo mais direitos e melhores salários.

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