Trabalhadores da Thyssenkrupp Elevadores novamente em greve

Os trabalhadores desta multinacional alemã em Portugal voltaram hoje à greve e concentraram-se à porta dos serviços centrais, em Massamá, exigindo aumentos salariais justos e melhores condições de trabalho.

Trabalhadores concentrados nos serviços centrais da empresa
Trabalhadores concentrados nos serviços centrais da empresaCréditos / AbrilAbril

Os trabalhadores da Thyssenkrupp Elevadores Portugal, depois da grande participação na greve de 24 de Fevereiro, realizaram hoje uma nova greve uma vez que a administração continua sem responder às suas reivindicações.

Depois de estarem concentrados de manhã à porta dos serviços centrais da empresa, os trabalhadores participaram, à tarde, na manifestação de âmbito nacional promovida pela Fiequimetal/CGTP-IN, com concentrações em associações patronais e no Ministério do Trabalho.

Os trabalhadores desta empresa reivindicam «aumentos salariais justos», com o mínimo de 37 euros para todos, sem discriminações, entre outras exigências que constam no seu caderno reivindicativo para 2017, apresentado pelo sindicatos da Fiequimetal à empresa.

A federação sindical informou que a empresa obteve em 2016 lucros superiores a 6 milhões de euros, ao mesmo tempo que a administração «tenta impor uma política de baixos salários, condicionados a avaliações de desempenho». Considera assim inadmissível que hajam «aumentos inferiores aos 27 euros da subida do salário mínimo nacional».

Os trabalhadores também reivindicam que sejam negociadas melhorias nas carreiras profissionais, conteúdos funcionais e progressões, que actualmente são impostos pela administração.

A Thyssenkrupp Elevadores Portugal emprega mais de 430 trabalhadores, distribuídos por 11 delegações do País, em que 240 são técnicos de elevadores. A empresa pertence ao Grupo Industrial Thyssenkrupp AG, com sede na Alemanha.