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Trabalhadores da Plural convocam nova greve parcial

Face ao fim das negociações por decisão da administração, os trabalhadores da Plural Entertainment decidiram por unanimidade avançar com greve ao trabalho depois das 8h diárias de 18 a 31 de Dezembro.

A nova greve parcial a todo o trabalho após as oito horas diárias, com início no dia 18 e até 31 de Dezembro, foi discutida e aprovada por unanimidade pelos trabalhadores do grupo Plural Entertainment nos piquetes de greve da passada semana.

A informação é avançada num comunicado do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE/CGTP-IN), que realça que essa foi a resposta dos trabalhadores à decisão da administração de se retirar das negociações relativas aos horários e salários.

Hoje, o piquete de greve estará novamente presente em frente às instalações da Plural às 17h. Duas horas depois, o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, bem como o coordenador e o delegado sindical do CENA-STE serão recebidos pela administração. 

Os trabalhadores da Plural reivindicam a redução do período normal de trabalho até oito horas diárias em oposição das 11 actuais, que a empresa justifica com o pagamento do subsídio de isenção de horário de trabalho.

Além disso, os trabalhadores exigem aumentos salariais, «que não ocorrem há cerca de oito anos», a integração nos quadros dos que, «de forma regular e consecutiva», trabalham nos diferentes projectos, o fim dos falsos recibos verdes, o pagamento das horas nocturnas e, entre outras reivindicações, a criação de condições de trabalho em segurança. 

No comunicado, o CENA-STE considera que é «ainda possível alcançar um acordo benéfico para as duas partes e que corrija as várias injustiças criadas nos últimos anos» para os 214 trabalhadores dos quadros, bem como para aqueles com contrato por tempo indeterminado ou vínculos precários, seja através de recibo verde ou de empresas de outsorcing.

«O sector do audiovisual, nomeadamente o da produção de conteúdos televisivos, não pode continuar a basear a sua actividade em baixos salários, horários insuportáveis e totalmente desregulados e numa precarização profunda e sistémica dos vínculos laborais», frisa a estrutura.

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