Sobem os proveitos do turismo, mas diminuem as condições de trabalho

Trabalhadores da hotelaria do Algarve manifestam-se dia 13

Está convocada para o dia 13 de Abril uma manifestação em Vilamoura, para todos os trabalhadores do sector da hotelaria, turismo, restaurantes e similares, por melhores salários e condições de trabalho.

Imagem de Arquivo: protesto dos trabalhadores da hotelaria por aumentos salariais
Imagem de Arquivo: protesto dos trabalhadores da hotelaria por aumentos salariaisCréditos / Sindicato da Hotelaria do Norte

O apelo é do Sindicato da Hotelaria do Algarve/CGTP-IN, sendo que a manifestação está agendada para as 18h30 junto ao Hotel Crowne Plaza Vilamoura e contará com a presença de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN.

Com esta iniciativa, o sindicato pretende chamar a atenção para a situação social que se vive hoje no sector, denunciando que os trabalhadores «são os únicos que não estão a beneficiar dos excelentes resultados obtidos nos últimos anos», e lembrando que só no ano de 2016 houve uma subida de 17% nos proveitos. Por outro lado, afirmam que os trabalhadores, devido ao congelamento das tabelas salariais, perderam, no mínimo, cerca de 9% de poder de compra desde 2010 devido à inflação registada desde essa altura (sem contar com os ganhos de produtividade).

Para além disso, a estrutura sindical também denuncia que os ritmos de trabalho não param de aumentar e que «os trabalhadores viram os seus rendimentos reduzidos por via da precarização dos vínculos laborais, pelo brutal aumento de impostos, pelo corte no pagamento do trabalho suplementar às horas extras e feriados, pela diminuição do valor das indemnizações, pelo ataque à contratação colectiva, entre outras».

Com esta acção, o Sindicato da Hotelaria do Algarve pretende também denunciar «o aumento da repressão exercida pelo patronato do sector nos locais de trabalho», evocando o despedimento de três representantes dos trabalhadores do Hotel Crowne Plaza Vilamoura, ocorrido no ano passado, por participarem numa acção de protesto pela melhoria dos salários e das condições de trabalho. O sindicato reafirma a exigência da reintegração destes trabalhadores nos seus postos de trabalho.