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Trabalhadores da Autoeuropa aprovam acordo em referendo

Num referendo cuja participação rondou os 4800 votos, cerca de 73% dos trabalhadores da Autoeuropa votaram «sim», aprovando assim o novo acordo, que prevê domingos pagos a 100% e aumentos salariais.

Na fábrica de Palmela laboram cerca de 5800 trabalhadoresCréditosMário Cruz / Agência LUSA

Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram hoje o acordo laboral, negociado entre a Comissão de Trabalhadores (CT) e a administração, com 3518 votos a favor (72,8%), 1253 contra (25,9%). A taxa de votação no referendo foi de 82,6%, a maior até agora registada.

Entre as medidas, o novo acordo para o biénio 2019/2020 prevê o pagamento do trabalho aos domingos a 100%, tal como já acontecia com os sábados, o que era uma das principais reivindicações de longa data dos trabalhadores. Estão ainda contemplados vários aumentos salariais ao longo do período.

Nomeadamente, em Janeiro de cada ano, os trabalhadores terão os seus salários aumentados em 1,75%, num mínimo de 25 euros, sendo que nos salários mais baixos será de 3,4%. Em Dezembro de 2020 haverá ainda uma actualização dos salários na ordem dos 2,3%.

Os trabalhadores da Autoeuropa receberão também, em Dezembro de 2018, um pagamento único equivalente a 2% da remuneração anual (salário base, subsídio de turno), acrescido dos aumentos salariais em Janeiro de cada ano.

O acordo prevê ainda a integração de 300 trabalhadores com contratos a prazo nos quadros da empresa, além de prémios, como a antecipação já para Novembro dos pagamentos relativos à laboração contínua e um prémio único de 200 euros para todos que estavam, até o início deste mês, abrangidos pelo horário de segunda-feira a sexta-feira.

Em Junho, após grande pressão dos trabalhadores, a administração da Autoeuropa acabou por ter que recuar na imposição unilateral às compensações para a laboração contínua, tendo sido reabertas as negociações com a CT, conforme pediam os trabalhadores.

O diferendo entre ambas as partes estava essencialmente pela remuneração do trabalho ao domingo, com a implementação da laboração contínua a partir de Agosto, que os trabalhadores exigiam que fosse pago a 100%, tal como já são ao sábado, mas a empresa pretendia que fosse como um dia normal de trabalho.

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