Trabalhadores da Amarsul convocam greve

Os trabalhadores da Amarsul, que gere os resíduos sólidos urbanos dos municípios da Península de Setúbal, convocaram uma greve para os dias 14 e 16 de Junho. Exigem o aumento dos salários e o respeito pela contratação colectiva.

«É tempo de exigirmos a valorização do trabalho e dos trabalhadores, que são quem cria a riqueza e os lucros distribuídos pelos accionistas», lê-se na resolução
«É tempo de exigirmos a valorização do trabalho e dos trabalhadores, que são quem cria a riqueza e os lucros distribuídos pelos accionistas», lê-se na resoluçãoCréditos / Stal

A decisão foi tomada num plenário de trabalhadores realizado esta segunda-feira, 29. Na resolução aprovada então lê-se que, ao longo dos últimos sete anos, os trabalhadores da Amarsul sofreram um «ataque brutal» aos seus rendimentos, «consequência dos cortes de salários, do aumento do custo de vida e do aumento da carga fiscal».

Frisam que, praticamente dois anos após a privatização da empresa pelo governo do PSD e do CDS-PP, que a SUMA/Mota-Engil, enquanto accionista maioritário da empresa, «insiste em não aumentar os salários, e não respeitar alguns direitos consagrados nos acordos de empresa em vigor», e tenta bloquear a contratação colectiva. 

Os trabalhadores denunciam ainda que «a grande medida tomada até hoje» pelo novo accionista foi a distribuição dos «mais de 6,8 milhões» de lucros obtidos pela empresa, nomeadamente os acumulados ao longo de anos sob gestão pública, e sublinham que a Amarsul «tem todas as condições para que os trabalhadores beneficiem de uma justa valorização salarial e profissional».

No próximo sábado, dia 3, participam na manifestação que a CGTP-IN realiza em Lisboa, sob o lema «Valorizar o Trabalho e os Trabalhadores», para «expressar e dar força às razões da sua luta».