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Trabalhadoras da antiga Triumph na expectativa de decisão judicial

Nesta tarde de segunda-feira, as trabalhadoras da Gramax (antiga Triumph), que mantêm a vigília à porta da empresa, receberam novidades relativas à situação do processo judicial e aos progressos para o abreviamento do pagamento do subsídio de desemprego.

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Os trabalhadores da Gramax (ex-Triumph), com os salários e subsídios em atraso desde Novembro de 2017, perderam os seus postos de trabalho após ter sido decretada a insolvência da empresa
Os trabalhadores da Gramax (ex-Triumph), com os salários e subsídios em atraso desde Novembro de 2017, perderam os seus postos de trabalho após ter sido decretada a insolvência da empresaCréditosTIAGO PETINGA / LUSA

As informações foram avançadas por Manuela Prates, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul (Sintevcc/CGTP-IN), que no fim desta tarde comunicou às trabalhadoras presentes na vigília os desenvolvimentos do processo.

Sobre o processo de insolvência, confirmou-se que o mesmo «já chegou ao juiz para que seja decidido o procedimento da acção», tendo este avançado com o pedido dos documentos em falta.

Com isto, a empresa vai ser notificada após «amanhã os serviços tomarem nota da decisão». A Gramax terá 5 dias para fazer a junção da documentação em falta ao processo, de forma a proseguir com o pedido de insolvência.

Neste seguimento, conforme comunicou a sindicalista, as trabalhadoras vão continuar a aguardar a decisão de insolvência, mantendo a vigília à porta da fábrica para que nenhum bem material saia até que esta seja conhecida.

Ajuda financeira a caminho

Outra novidade comunicada pela dirigente sindical é que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) estiveram presentes no local, de forma a assegurar rapidamente o alívio da situação dramática das trabalhadoras.

Manuela Prates comunicou que vão «ser assumidas responsabilidades para abreviar o pagamento do subsídio de desemprego» porque «as pessoas precisam urgentemente de uma fonte de subsistência». Nesse sentido, o IEFP e a ACT estarão amanhã presentes junto das trabalhadoras para «determinarem aquilo que é necessário e adequado para avançar rapidamente com o processo».

Dito isto, a dirigente sindical pediu às trabalhadoras «muita firmeza na luta» pois foi «a vossa força, determinação e presença nas acções que tem forçado os acontecimentos».

Presentes no local estiveram ainda vários dirigentes sindicais de outros sectores e Miguel Tiago, deputado pelo PCP na Assembleia da República, em solidariedade com as trabalhadoras.

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