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Subida dos salários leva à suspensão da greve na TST

Reunidos em plenário, os trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) aceitaram a proposta salarial da empresa de 700 euros e decidiram suspender o segundo dia da greve de 48 horas em curso.

Trabalhadores na garagem da TST, 11 de Junho de 2019
Trabalhadores na garagem da TST, 11 de Junho de 2019Créditos / União de Sindicatos de Setúbal

A proposta da empresa foi aprovada esta manhã pelos cerca de 500 trabalhadores da TST que estiveram reunidos em plenário, na sede da empresa em Almada. Nesse sentido, os representantes dos trabalhadores estão desde as 13h reunidos com a administração.

«O plenário decidiu aceitar a proposta da empresa, ou seja, 685 euros em Julho e Agosto, e depois 700 euros a partir de Setembro e até ao final do ano», adiantou à Lusa João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).

Segundo o dirigente, a administração da rodoviária detida pela multinacional alemã Arriva, que opera sobretudo na península de Setúbal, deu também a garantia de se iniciarem já as negociações sobre outros pontos, como o trabalho extraordinário, as diuturnidades e o subsídio de alimentação.

«Com base na garantia do administrador, os trabalhadores deram aval aos sindicatos para suspender a greve», explicou João Saúde, tendo acrescentado que a paralisação vai manter-se neste primeiro dia (hoje) e só está suspensa na quarta-feira.

Os motoristas da TST iniciaram hoje uma greve de 48 horas, pelo quarto mês consecutivo, a qual está a registar uma adesão de 95% e a causar supressão de carreiras em toda a península de Setúbal e Lisboa.

Entre as reivindicações, os trabalhadores exigiam aumentos salariais dignos, tendo em conta que recebiam os «ordenados mais baixos» no sector rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa, apesar de laborarem mais de dez horas.

Com agência Lusa

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