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Greve na TST com «adesão massiva» parou circulação

Os trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo (TST), detida pela Arriva, iniciaram esta sexta-feira uma segunda greve de 48h pelo aumento dos salários. Sindicatos afirmam que a adesão rondou os 95%.

Plenário dos trabalhadores dos TST junto às instalações no Laranjeiro, Almada, 12 de Abril de 2019
Plenário dos trabalhadores dos TST junto às instalações no Laranjeiro, Almada, 12 de Abril de 2019Créditos

Em nota de imprensa, a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) afirma que o arranque da greve dos trabalhadores dos TST superou as expectativas, tendo registado uma adesão na ordem dos 95%.

Para a Fectrans, a greve tratou-se de uma resposta clara dos trabalhadores que demonstrou o «enorme descontentamento» existente. «Foi inegável a demonstração e a firmeza na defesa do aumento do salário e por uma melhor organização dos tempos de trabalho», acrescentou.

A paralisação dos trabalhadores da TST, empresa de transporte de passageiros detida pelo grupo Arriva e com actividade em vários concelhos da Península de Setúbal, dá continuidade aos protestos iniciados em Março passado, durante os quais se decidiu realizar uma greve de 48 horas por mês, face à intransigência da administração.

Os trabalhadores dos TST afirmam que «estão cansados» da postura da empresa e realçam que têm os salários mais baixos da região, apesar da «sobrecarga horária» a que são sujeitos diariamente, em que muitos chegam a laborar mais de dez horas.

Entre as reivindicações, os trabalhadores dos TST exigem 750 euros de tabela salarial, 15 euros de diuturnidades e oito euros de subsídio de refeição, assim como a integração do agente único na tabela, a eliminação das pausas técnicas e a integração das folgas rotativas para todos, sem prejuízo das folgas fixas.

Trabalhadores aprovam nova greve em Maio

Durante a manhã, centenas de trabalhadores reunidos em plenário, no Laranjeiro, decidiram avançar com a convocação de uma nova greve de 48h, para 19 e 20 de Maio, caso a empresa mantenha a «ausência de respostas concretas» e de «qualquer diálogo» com as suas organizações representativas dos trabalhadores».

Além disso, ficou decidida a realização de uma manifestação para o último dia da greve em Maio, a ter lugar em Almada, assim como mandataram os sindicatos para solicitarem reuniões a todas as câmaras municipais onde a TST presta actividade, com vista a explicarem as causas do conflito e para exigir a sua intervenção, dentro das competências de cada uma.

O plenário à porta da instalações da TST contou ainda com a presença do deputado do PCP Bruno Dias, que integrou uma delegação solidária. Na sua breve intervenção, o comunista reafirmou o apoio do seu partido a esta «luta que os trabalhadores vêm desenvolvendo» e disse que tudo farão para que estes «vejam os seus salários aumentados e suas condições de vida melhoradas».

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