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Tetra Pak: o que são 12 mil milhões em receitas para 37 trabalhadores despedidos

O grupo Tetra Pak vai fechar a sua fábrica de Carnaxide em Setembro, recorrendo a um despedimento colectivo de 37 trabalhadores. SITE CRSA/CGTP exige que empresa com receitas de 12,35 mil milhões de euros encontre uma alternativa.

A administração da Tetra Pak inaugura o seu mais recente portfólio de automação para as fábricas, numa exposição no Dubai, para inserir a Inteligência Artificial nas unidades de produção. 

Créditos / Tetra Pak

«Estamos perante uma decisão de gestão que penaliza os trabalhadores portugueses», enquanto o grupo Tetra Pak, multinacional sueca de produção de embalagens, «mantém os seus lucros globais» – em 2025, as receitas da empresa foram de 12,35 milhões de euros. «Não aceitamos o encerramento como um facto consumado», afirma o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas (SITE CRSA/CGTP-IN).

Em causa está o anunciado encerramento da unidade de produção da Tetra Pak em Carnaxide já em Setembro de 2026, uma fábrica em funcionamento ininterrupto desde 1981, há 45 anos. Este acto de gestão «transfere para os trabalhadores e para a segurança social o impacto social de uma opção empresarial» que pretende avançar com um despedimento colectivo de 37 trabalhadores.

Toda a história exprime a ineficiência e o sangue-frio do modo de produção capitalista, alheio a qualquer outra lógica que não o lucro. A Tetra Pak comprou a fábrica em 2022, depois de arrendar durante uns anos. Até Agosto de 2024, a Tetra Pak continuou a investir nesta unidade de produção, nomeadamente no que toca à sua automatização, tendo realizado igualmente uma reestruturação do espaço. Neste momento, a fábrica produz palhinhas de papel, um produto que tem vindo a crescer nacional e internacionalmente.

A empresa «dispõe de capacidade tecnológica e meios produtivos que justificam a análise de alternativas ao despedimento coletivo, nomeadamente através de processos de reconversão produtiva, formação profissional e eventual reencaminhamento de trabalhadores para outras unidades ou polos industriais», defende o SITE CRSA. O sindicato «não abdicará da luta pela manutenção dos postos de trabalho e pela dignidade dos 37 trabalhadores afectados».

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