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Patrões da hotelaria violam tabela salarial e tiram até 200 euros por mês

O Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN) visitou estabelecimentos do sector em Braga e verificou que quase nenhum respeita a nova tabela salarial. Há quem faça 60 horas semanais a ganhar 580 euros.

Trabalhadores da hotelaria defendem aumentos salariais
Há empregados de mesa e de balcão a quem os patrões já devem mais de 270 euros. Em casos mais graves, as perdas já duram há anos e ultrapassam os 200 euros mensaisCréditos / Fesaht

As violações à tabela salarial em vigor desde Abril, a que todos os estabelecimentos do sector estão obrigados, são generalizadas na cidade de Braga, segundo verificou o sindicato, em visitias que realizou ontem.

Em comunicado, o Sindicato da Hotelaria do Norte denuncia que apenas dois hotéis e um café está a aplicar a nova tabela. No grupo dos incumpridores contam-se unidades de grandes grupos económicos e «cafés emblemáticos» da cidade, acrescenta a estrutura.

A título de exemplo, para um empregado de mesa ou de balcão, esta situação representa um «roubo de 68 euros por mês», desde Abril. O sindicato acrescenta que todas as empresas estão obrigadas a praticar os novos salários, já que foi publicada recentemente a portaria de extensão que alarga estes direitos a todos os trabalhadores do sector: aumentos salariais, no subsídio de alimentação e nas diuturnidades.

Há mesmo situações, que o sindicato vai fazer chegar à Autoridade para as Condições do Trabalho, de trabalhadores há 20 anos com apenas um dia de folga e uma carga semanal de 60 horas a recebeer o salário mínimo nacional, menos 225,40 euros mensais do que o previsto no contrato colectivo.

O Sindicato da Hotelaria do Norte afirma ainda que a desregulação dos horários e a retirada de meio dia ou de um dia de folga é outra das violações generalizadas nos estabelecimentos de Braga, assim como o não pagamento das diuturnidades e do subsídio de alimentação de acordo com o contrato colectivo.

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