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Entrevista de Alexandre Fonseca ao Diário de Notícias

Patrão da Altice em Portugal chama João Proença para conseguir «paz social»

O presidente da Altice Portugal (dona da PT/MEO), Alexandre Fonseca, diz que está «prestes a fechar acordo» com alguns sindicatos, com a ajuda preciosa do ex-líder da UGT, João Proença, para alcançar «paz social» na empresa.

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal durante uma conferência de imprensa para apresentação da estratégia da empresa. 13 Março 2018
Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal durante uma conferência de imprensa para apresentação da estratégia da empresa. 13 Março 2018CréditosAndré Kosters / Agência LUSA

O líder da multinacional francesa no nosso País não afasta despedimentos no grupo, que, aliás, já começaram – pelo contrário, não desmente sequer a abordagem feita ao Governo para estudar um despedimento colectivo de três mil trabalhadores da empresa, em entrevista ao Diário de Notícias.

No entanto, sublinha o esforço conciliatório com «algumas estruturas sindicais que foram capazes de compreender aquilo que é o nosso trabalho em prol do desenvolvimento desta paz social interna e que connosco estão já a trabalhar no sentido de chegarem a um acordo sobre alguns temas que têm vindo a ser discutidos». «Não se pode agradar a todos», alerta, num trabalho em que conta com a participação de João Proença.

O antigo secretário-geral da UGT já terá até lugar garantido num «Conselho Consultivo para Relações Laborais» a constituir pela Altice, revelou Alexandre Fonseca.

Já quanto às medidas tomadas no passado, como a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo com perda de direitos ao fim do ano, o presidente da operadora de telecomunicações disse que não haverá qualquer alteração, defendendo que tudo foi feito no cumprimento da lei. Recorde-se que a situação já levou o Parlamento a aprovar alterações a este regime.

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