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Não houve ainda o reforço de enfermeiros exigido

A contratação de 912 enfermeiros agora anunciada já havia sido decidida pelo Governo em Dezembro, antes da Covid-19, sendo que, desde Março, a opção foi de contratar por períodos de quatro meses.

Uma delegação da Direcção Regional de Lisboa do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) concentrou-se em frente ao Hospital Beatriz Ângelo (HBA), em Loures, a 12 de Agosto de 2020, para exigir, ao conselho de administração e ao Ministério da Saúde, a resolução dos sérios problemas que afectam aqueles profissionais no HBA e o fim das parcerias público-privado na saúde, que sorvem dinheiro público para os grupos privados enquanto estes sobreexploram os trabalhadores
CréditosJoão Relvas / LUSA

Não existe o reforço de enfermeiros devido às necessidades criadas pelo surto epidémico, denuncia o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), uma vez que o Conselho de Ministros desta quinta-feira apenas materializou a decisão que já havia sido tomada em Dezembro de 2019.

Pelo contrário, mantém-se a contratação de enfermeiros por períodos de quatro meses, renováveis, medida fortemente contestada pelos trabalhadores.

«Com esta medida várias centenas de enfermeiros continuarão em situação precária, ainda que sejam necessários para prestar cuidados de natureza permanente», lê-se num comunicado do sindicato.

Ainda que o SEP valorize a estabilidade contratual destes 912 enfermeiros agora contratados, exige que o mesmo aconteça relativamente aos que continuam em situação precária e que seja cumprida a admissão de outros.

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