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Manifestação das forças de segurança reúne milhares em Lisboa

Mais de cinco mil agentes manifestam-se esta quinta-feira, em Lisboa, em protesto contra a falta de efectivos, pelo descongelamento das carreiras e maior investimento nas forças de segurança.

CréditosANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA

O número de polícias presentes na manifestação, que decorre entre a Praça do Comércio e a Assembleia da República, foi avançado à agência Lusa pelos organizadores do protesto - a Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança.

Os manifestantes, sobretudo elementos da PSP e GNR, saíram da Praça do Comércio às 18h40 e gritam palavras de ordem como «Cabrita o que é isto? Um país seguro e os polícias nisto», «Oh Costa, basta de empurrar, a segurança não se faz a brincar», «Polícias Unidos Jamais serão Vencidos».

Apesar de o Ministério da Administração Interna (MAI) ter anunciado hoje que vai pagar a partir de Janeiro de 2019 os subsídios relativos ao período de férias, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, afirmou que «vale a pena manter a luta», porque o problema não fica totalmente resolvido, faltando saber como serão pagos os retroactivos desde 2011.

Paulo Rodrigues referiu também que há outros problemas na PSP, designadamente falta de efectivos e de investimento, dando como exemplo as deficiências ao nível da frota automóvel e do sistema informático.

Já o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), César Nogueira, afirmou que o MAI fez promessas em dia de protesto, mas o que é necessário é resolver problemas como o desbloqueamento das carreiras, a contagem do tempo em que as carreiras estiveram congeladas e o reconhecimento da profissão de desgaste rápido.

Durante o protesto, os polícias empunharam bandeiras dos vários sindicatos representados e exibiram cartazes onde se pode ler: «Basta de desconsideração», «Exigimos o desbloqueamento das carreiras» e «Cumpram as leis e as decisões judiciais».

Integram a CCP dos sindicatos e associações do sector, a ASPP, a APG, Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Associação Socioprofissional da Polícia Marítima, o sindicato dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e os profissionais da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Agência Lusa

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