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Mais lay-off não combate desemprego no turismo

A medida é desadequada para cumprir esse objectivo, como comprova a enorme subida do desemprego na região algarvia, pelo que é urgente a proibição de todos os despedimentos.

Numa reunião realizada esta terça-feira em Faro, a secretária de Estado do Turismo apresentou ao Sindicato da Hotelaria do Algarve (CGTP-IN) a nova versão do lay-off como um instrumento de combate ao desemprego.

O sindicato considerou a medida desadequada e desajustada para o objectivo pretendido, como comprova a enorme subida do desemprego na região, e considera que é urgente a proibição de todos os despedimentos, para proteger o emprego e os salários dos trabalhadores, e garantir a subsistência das suas famílias.

A organização sindical não aceita que empresas e grupos económicos que acumularam «muitos milhões» de euros de lucros nos últimos anos, e que «praticamente congelaram» os salários, estejam agora a despedir e cortar salários.

O Governo deve, no entender do sindicato, avançar para a criação de um Fundo Especial, financiado pelo Orçamento do Estado, para assegurar o pagamento a 100% dos salários aos trabalhadores das empresas que comprovem estar em dificuldades.

Entre outras medidas, o sindicato considera fundamental a manutenção em funcionamento de todas unidades e estabelecimentos turísticos durante a época baixa, a aprovação de uma medida legislativa que estabeleça a obrigatoriedade de um número mínimo de trabalhadores com vínculos efectivos, com referência ao número de quartos, e a reintrodução da obrigatoriedade da posse de carteira profissional no sector, tendo como objectivo a valorização das carreiras profissionais e a melhoria da qualidade do serviço prestado.

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