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Vilanova Resort fica com dinheiro do lay-off e salários continuam por pagar

Apesar das denúncias do Sindicato da Hotelaria do Algarve (CGTP-IN) e das acções de luta realizadas, como a concentração de trabalhadores no passado dia 23, há salários em atraso desde Março.

 Sindicato considera que «a elevação salarial no sector do turismo é uma emergência nacional».
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«A empresa que detém o Vilanova Resort, no concelho de Albufeira, é um dos muitos exemplos do aproveitamento que alguns grupos económicos estão a fazer do actual surto epidémico», denuncia o PCP numa nota à imprensa.

Neste momento são cerca de 40 os trabalhadores desta unidade hoteleira que estão com os salários de Março, Abril e Maio em atraso, não obstante a empresa ter recorrido ao regime do lay-off simplificado, «recebendo avultadas quantias do erário público», nos meses de Abril e Maio. 

A esta situação juntam-se «tentativas de despedimento» de alguns trabalhadores, «com cartas para que não se apresentem no local de trabalho», tal como contratos a termo que não estão a ser renovados, sem que tenha havido intervenção, nomeadamente da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), até à passada sexta-feira.

O PCP fala de uma situação «inaceitável» e informa que, através do seu grupo parlamentar, irá exigir do Governo «uma rápida intervenção». Tratando-se de um sector (Turismo) que nos últimos anos «atingiu lucros fabulosos na região do Algarve», acrescenta que é «inaceitável» que sejam os trabalhadores a pagar as consequências da epidemia.

Desde o início dos impactos do surto epidémico que os comunistas têm vindo a exigir a proibição dos despedimentos e o pagamento dos salários a 100%, não apenas para assegurar a sobrevivência de milhares de trabalhadores, mas também com o objectivo de garantir a retoma da economia.

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