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Protestos contra salários em atraso na hotelaria

Milhares de trabalhadores que deixaram de receber os salários, aquando da aplicação das medidas de contenção que obrigaram ao fecho de muitos estabelecimentos, reclamam agora o cumprimento dos seus direitos.

A Região do Algarve é a mais afectada pela subida do desemprego e o Sindicato da Hotelaria do Algarve (CGTP-IN) diz que a situação real é ainda mais dramática do que aquela que é evidenciada pelos números do desemprego.

No Grupo JJW Hotels & Resorts, uma parte dos cerca de 500 ainda não recebeu o salário de Março e ninguém recebeu o salário de Abril.

«Há rendas de casa e empréstimos bancários por pagar e trabalhadores a passar fome. Para minorar este problema os refeitórios foram reabertos para os trabalhadores poderem tomar uma refeição», refere em nota o sindicato.

Além disso, vários trabalhadores com vínculos precários, mas a ocupar postos de trabalho permanentes, alguns há vários anos, foram despedidos.

Para protestar e exigir o pagamento dos salários em atraso e o cumprimento dos direitos, os trabalhadores irão concentrar-se amanhã, dia 22, pelas 11h30, no empreendimento turístico Pinheiros Altos, na Quinta do Lago (Loulé).

Reabrir sem pagar salários em atraso

Também o Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN) denuncia os salários em atraso de milhares de trabalhadores dos restaurantes e cafés que não reabriram.

Acusando o Governo de não ter aceitado as propostas sindicais nem ter criado quaisquer alternativas para acudir a esta situação social grave, o sindicato refere ainda que alguns estabelecimentos querem reabrir sem pagar os salários de Março e Abril.

Alguns trabalhadores estarão reunidos no Porto, amanhã, a fim de denunciar publicamente a situação.

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