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A luta é a resposta à insistência da Uniself na precariedade e exploração

As cozinheiras de seis cantinas das escolas de Santo Tirso estão em greve pelo «cumprimento do caderno de encargos» que obriga a empresa a contratar profissionais para responder ao volume de trabalho.

Cozinheiros em greve contra a precariedade e a exploração. Santo Tirso, 18 de Julho de 2019Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

Em resposta à convocatória do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte/CGTP-IN (Sindicato de Hotelaria do Norte), as cozinheiras estiveram concentradas à porta da Câmara Municipal de Santo Tirso, na manhã desta quinta-feira, exigindo que sejam contratados, com vínculo efectivo, os trabalhadores que fazem falta às cantinas para responder a necessidades permanentes.

O ritmo de trabalho e o cansaço acumula-se porque a empresa Uniself insiste em «mandar para casa» nos períodos de férias escolares os trabalhadores com vínculo precário, deixando as cozinheiras com todo o trabalho de cozinha, preparação e serviço. Situação que se vem repetindo em todos os períodos de férias escolares, em claro incumprimento do Caderno de Encargos que deve respeitar.

Segundo Nuno Coelho, dirigente sindical, esta manobra da empresa obriga a que estas trabalhadoras se «desdobrem» e tenham de ficar a terminar o serviço para além do seu horário de trabalho «sem receber nada por isso».

O dirigente explica que para se dar resposta às necessidades diárias são necessários, a cada refeição, um cozinheiro, um preparador e um trabalhador a servir as refeições, o que não se verifica, ficando estas cozinheiras sozinhas para realizar todo o trabalho, que passa pela «limpeza, lavagem de louças, preparação e confecção de refeições».

É latente, em particular, a falta de preparadores, o que se agrava nas cantinas que confeccionam 70 refeições por dia.

Ao mesmo tempo há trabalhadores nesta situação «com vínculo precário há dez e 11 anos» que ficam sem trabalho em período de férias escolares para voltarem a ser contratados em período lectivo.

A reivindicação é a de que a Uniself cumpra o caderno de encargos assumido com a Câmara Municipal de Santo Tirso e por isso mesmo os trabalhadores procuraram o contacto com o presidente da Câmara para lhe entregar a moção aprovada na concentração.

Perante a sua ausência, o seu Chefe de Gabinete comprometeu-se a entregar-lhe a moção aprovada pelas cozinheiras e em agendar uma reunião.

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