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Cervejaria Galiza: trabalhadores impedem retirada de material

Cerca de 15 funcionários da cervejaria, no Porto, encontram-se em protesto no interior do restaurante para defender o pagamento dos salários em atraso contra a intenção da gerência de alienar o património.

Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

Em declarações à Lusa, João Pedro Santos, funcionário há sete anos do estabelecimento, indicou que nas instalações da Cervejaria Galiza estão neste momento entre «dez a 15 trabalhadores», alguns com «40 anos de casa».

Segundo João Pedro Santos, a acção de protesto começou depois de um colega ter passado no local, que se encontra fechado à segunda-feira, e ter visto uma empresa transportadora a «retirar o material» e a «mudar a fechadura do restaurante».

«Estavam a tentar roubar ou desviar isto tudo. O colega viu pessoal aqui dentro a descarregar coisas, nomeadamente, fogões da cozinha e bebidas», referiu. 

À Lusa, o funcionário adiantou que a acção se vai prolongar «até obterem uma resposta» que assegure os postos de trabalho. «Queremos assumir o nosso posto. Queremos ter uma resolução do que se passa. Temos o nosso posto de trabalho em risco e queremos os nossos direitos», salientou João Pedro Santos.

Em comunicado do Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN), pode ler-se que já se deu uma negociação entre a gerência e o sindicato, tendo sido obtido um acordo para o estabelecimento continuar a funcionar sendo gerido temporariamente por três trabalhadores até se encontrar uma solução definitiva.

No passado sábado, «todos os 25 trabalhadores» da Cervejaria Galiza estiveram em greve visando denunciar «as manobras da patroa e a descapitalização da empresa», defender a sua viabilização e a garantia dos postos de trabalho.

Em declarações à Lusa, Nuno Coelho, dirigente do Sindicato de Hotelaria do Norte, explicou que a empresa não cumpriu o acordo de pagar, em Julho deste ano, o subsídio de Natal de 2018, como tinha ficado decidido numa reunião no Ministério do Trabalho, «nem, depois, em Outubro, como posteriormente ficou combinado».


com agência Lusa

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