A situação arrasta-se há vários meses. A 12 de Março de 2026, os Trabalhadores da Associação para a Promoção do Desenvolvimento Juvenil (APDJ) denunciaram publicamente a existência de salários em atraso nesta IPSS. Por essa ocasião, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN) pediu uma reunião com a Câmara Municipal de Sintra (CMS), presidida por Marco Almeida – financiadora da instituição.
Quatro meses depois, o executivo PSD e CH (que inclui uma vereadora eleita pela IL a quem foi retirada a confiança política) ainda não encontrou tempo para falar com os representantes sindicais destes trabalhadores. Com mais de uma centena de profissionais, a APDJ, com mais de 20 anos de actividade, acompanha 15 escolas no concelhos de Sintra, promovendo actividades de tempos livres, apoio à família (CAF) e de enriquecimento curricular (AEC) com mais de 1500 crianças e jovens.
A 10 de Junho de 2025, Marco Almeida era mais solícito nos pedidos de reunião. Em campanha eleitoral, o candidato visitou a APDJ e denunciou a situação «crítica» em que se encontrava, apelando «à gestão do PS na Câmara de Sintra: salvem a APDJ e garantam a continuidade das atividades para os nossos alunos». Um ano depois, a gestão do PSD/CH já está menos alarmada com a situação: em resposta à Antena 1, a CMS diz estar «a acompanhar o processo, mas não ter competência para actuar no âmbito das relações laborais entre a associação e os seus trabalhadores».
Neste momento, e ao que apurou a rádio pública, os trabalhadores apenas receberam 45% do seu salário enquanto lhes é pedido «para aguentarem em funções (horários prolongados, pois estão a fazer as férias de Verão), mesmo sem receber o que lhes é devido», afirma o sindicato, em nota enviada ao AbrilAbril.
O STFPSSRA já anunciou a sua intenção de «accionar as entidades competentes», sem deixa de insistir junto da Câmara de Sintra para que esta tenha um papel mais interventivo em toda a situação. Em caso de encerramento definitivo da APDJ, o sindicato defende que os trabalhadores que assim o pretendam possam ter «o seu contrato transmitido à nova entidade, visto que as funções são as mesmas, no âmbito de CAF e AEC das Escolas da Rede Pública do Concelho de Sintra».
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