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Salários por receber em duas IPSS desencadeiam protestos

Esta quarta-feira é dia de protesto dos trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Moscavide e do Centro Bem Estar Infantil de Vila Franca de Xira, que estão há vários meses sem receber.

Créditos / CGTP-IN

Em nota à imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN) afirma que os profissionais da Santa Casa da Misericórdia de Moscavide, concelho de Loures, estão «completamente abandonados» na sede da instituição, frisando que estão a cumprir o horário de trabalho, mas sem funções atribuídas.

Devido à decisão da administração em acabar com os acordos de cooperação com a Segurança Social, os trabalhadores estão sem receber há três meses, não têm refeição assegurada nem seguro de acidentes de trabalho. Por outro lado, queixam-se da falta de condições nas instalações, nomeadamente por não serem garantidos produtos básicos de higiene, que têm sido custeados pelos próprios, denuncia o sindicato.

Perante esta situação, a administração «teima» em não tomar qualquer medida para «resolver o futuro dos trabalhadores», o que motiva o protesto que terá lugar hoje a partir das 13h, à porta da sede, em Moscavide.

«Má gestão» em Vila Franca de Xira

No Centro Bem Estar Infantil de Vila Franca de Xira, 86 trabalhadores protestaram esta manhã junto às instalações, onde acursaram a direcção de má gestão.

Os incumprimentos referidos são vários, desde a falta de pagamento de retroactivos das actualizações salariais de 2017, 2018 e 2019, bem como do trabalho suplementar e do subsídio de Natal. A situação agravou-se com a falta de pagamento do salário de Dezembro.

O STFPSSRA entende que esta realidade «não se justifica», uma vez que o Estado aumentou as comparticipações em 3,5% com retroactivos a Janeiro de 2019. Para além disso, acrescenta, é o Ministério da Educação quem paga o salário de uma educadora e de uma auxiliar da acção educativa por cada sala do jardim-de-infância, não houve desistências de utentes, e a lotação das salas está assegurada. 

Considera, assim, que o problema reside na forma como o dinheiro é gerido. Caso a situação não se resolva, os trabalhadores dizem-se «disponíveis para encontrar outras formas de luta».

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