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Greve na Misericórdia de Famalicão contra «atropelos aos direitos»

«Como se não bastasse» não cumprir o Contrato Colectivo de Trabalho, a instituição decidiu unilateralmente aumentar a carga horária das ajudantes de acção educativa em creche: das 36 horas para as 37. Greve parcial dia 29.

Concentração de trabalhadores das IPSS, Misericórdias e Mutualidades, em dia de greve nacional do sector, em frente ao Ministério do Trabalho, em Lisboa. 21 de Outubro de 2022 
Concentração de trabalhadores das IPSS, Misericórdias e Mutualidades, em dia de greve nacional do sector, em frente ao Ministério do Trabalho, em Lisboa. 21 de Outubro de 2022 Créditos / AbrilAbril

A greve parcial do próximo dia 29 de Novembro, a realizar entre as 14h30 e as 17h30, vai paralisar a Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão. Em comunicado, a organização de Braga do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) denuncia o não cumprimento das «disposições legais que resultam do Contrato Coletivo de Trabalho» (CCT).

A acção de luta pretende denunciar os «atropelos aos direitos dos trabalhadores» cometidos pelos dirigentes da Misericórdia de Famalicão, «não cumprindo as disposições legais que resultam do CCT que é aplicado pela instituição, agudizando-se a situação complexa vivida pelos trabalhadores.

Pese embora se tenham realizado sucessivas reuniões a pedido do CESP, com vista à resolução pacífica do problema, os dirigentes da Misericórdia de Famalicão insistem em não cumprir a lei. «Como se não bastasse, a instituição decidiu unilateralmente aumentar a carga horária das trabalhadoras ajudantes de acção educativa em creche, que ao longo de mais de 20 anos sempre trabalharam 36 horas» e que agora passaram às 37 horas, penalizando a sua vida laboral e familiar.

Os trabalhadores vão concentrar-se na rotunda Bernardino Machado, às 14h30, em Vila Nova de Famalicão, desfilando depois pela Avenida Narciso Ferreira, rumo à sede da Santa Casa, na rua Barão de Trovisqueira. Para além da reposição do horário, os trabalhadores querem o pagamento do trabalho prestado em dia feriado, o direito ao descanso complementar e o pagamento do trabalho noturno a partir das 20h para todos, sem discriminação, para além do pagamento do subsídio de turno.

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