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Greve na Matutano contesta laboração contínua

Os trabalhadores da Matutano, no Carregado, avançaram com greve para 21 de Dezembro, em resposta à decisão da empresa de introduzir a laboração contínua na fábrica, com base numa autorização de 1995.

A fábrica detida pela Pepsi Co produz vários produtos alimentares, como as batatas fritas lays, pálá-pala e ruffles
A fábrica detida pela Pepsi Co produz vários produtos alimentares, como as batatas fritas lays, pálá-pala e rufflesCréditos

O pré-aviso da greve de 24 horas, a ter início amanhã às 7h, foi entregue pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/CGTP-IN).

Os trabalhadores da Matutano, detida pela multinacional Pepsico, decidiram em plenário também realizar uma concentração de protesto à porta da fábrica de batatas fritas, sediada no Carregado, em Lisboa.

Em declarações ao AbrilAbril, o dirigente do Sintab, Rui Matias, salientou que a administração da Matutano tenciona «meter a laboração contínua para todos os trabalhadores» e extendida «à fábrica toda».

O dirigente explicou que a medida abrangerá cerca de 250 efectivos, a que se juntam os trabalhadores temporários. «A empresa anda nisto desde o início de Dezembro e, sem consultar absolutamente ninguém, quer avançar com base numa autorização ministerial de 1995, ou seja, 23 anos depois», acrescentou.

Rui Matias reiterou que a introdução do regime de laboração contínua, em que a fábrica funciona a toda a hora, incluindo ao fim-de-semana, não tem qualquer apoio dos trabalhadores, visto que é um regime extremamente desgastante, que dificulta a conciliação da vida pessoal e reduz os seus rendimentos.

Além disso, o dirigente sindical frisa que os trabalhadores finalmente reuniram hoje com a empresa, tendo esta afirmado que «estavam todos convocados para realizar a laboração contínua no dia 2 de Janeiro».

«Caramba, a 20 de Dezembro para começar a 2 de Janeiro? Os trabalhadores não tiveram sequer 15 dias de tempo para reorganizar as suas vidas, nem isso», afirmou. E acrescenta: «Amanhã estamos lá e provavelmente estaremos, depois das férias, em greve outra vez a 2 de Janeiro».

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