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Greve na alimentação e limpeza hospitalar por direitos iguais

O Governo equiparou as obrigações dos trabalhadores do SUCH àquelas dos trabalhadores da saúde para os integrar nos planos públicos de combate à Covid-19, mas não lhes assegurou os mesmos direitos.

Créditos / fesaht

Mais 90% dos trabalhadores do SUCH recebem o salário mínimo nacional, mas o Governo e a administração da empresa recusam sentar-se à mesa para negociar os seus salários e condições de trabalho, denuncia a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN).

Face à situação, a federação decidiu convocar uma greve a nível nacional para esta segunda-feira, com uma concentração de trabalhadores no Porto, junto às instalações do SUCH, onde foi aprovada uma moção que será entregue à administração.

O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) é uma empresa de direito privado detida pelos hospitais públicos que fornece refeições, roupa, trata dos resíduos, manutenção, limpeza e outros serviços essenciais aos hospitais.

Os trabalhadores em greve exigem as necessárias medidas de protecção e uma compensação salarial através da atribuição de um subsídio de risco, para além de aumentos salariais e da contratação de mais pessoal. 

«Não podemos deixar de lembrar os mais de 3000 trabalhadores das cantinas dos hospitais, bem como as centenas de trabalhadores das lavandarias dos hospitais, resíduos, manutenção, limpeza e de outros serviços hospitalares que têm passado despercebidos na comunicação social e nas palavras de governantes e responsáveis hospitalares», pode ler-se em nota enviada à imprensa.

Conforme destaca a estrutura sindical, estes são «trabalhadores que correm riscos semelhantes aos demais, estão emocionalmente e fisicamente debilitados e exaustos, sendo que, muitos deles, trabalham 12 horas diárias, com ritmos intensos de trabalho, que põem em causa, de forma grave, a sua segurança e saúde».

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