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Convocada greve nacional no SUCH pela valorização do trabalho

Os trabalhadores dos serviços de alimentação e limpeza dos hospitais estarão em greve, esta segunda-feira, contra o arrastamento do processo negocial de revisão do acordo de empresa e por aumentos salariais.

Trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) concentraram-se junto à Assembleia da República, em Lisboa, a 14 de dezembro de 2020, para assinalar o primeiro de dois dias de greve para reivindicar melhores salários e compensações pelo esforço no período da pandemia. «Os trabalhadores do SUCH são equiparados aos trabalhadores da saúde para cumprimento de deveres, mas não são equiparados aos trabalhadores da saúde para beneficiar de direitos», afirmam.
Trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) concentraram-se junto à Assembleia da República, em Lisboa, a 14 de dezembro de 2020, para assinalar o primeiro de dois dias de greve para reivindicar melhores salários e compensações pelo esforço no período da pandemia. «Os trabalhadores do SUCH são equiparados aos trabalhadores da saúde para cumprimento de deveres, mas não são equiparados aos trabalhadores da saúde para beneficiar de direitos», afirmam.CréditosManuel de Almeida / LUSA

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN) lembra que estes trabalhadores estiveram «na primeira linha» da pandemia, ao assegurarem a alimentação aos médicos, enfermeiros, demais funcionários hospitalares e doentes, incluindo as vitimas da Covid-19, bem como «ao asseguraram outros serviços de apoio nos hospitais designadamente lavandaria, manutenção, resíduos e limpeza.

No entanto, os salários praticados são «muito baixos», refere a estrutura sindical, sendo que mais de 90% dos trabalhadores recebem apenas o salário mínimo nacional.

Embora sejam equiparados aos trabalhadores da saúde para cumprimento de deveres, estes trabalhadores não são equiparados para beneficiar de direitos, sublinha a Fesaht.

O comunicado refere ainda que os trabalhadores viram-se confrontados com regimes de 12 horas diárias, adiamento das férias, recusa de dispensa ao trabalho para assistência aos filhos, falta de pessoal e ritmos de trabalho intensos, bem como falta de equipamentos de protecção individual e colectiva e falta de testes de despistagem da Covid-19.

«O trabalho e o empenho dos trabalhadores do SUCH nesta fase difícil da vida nacional não foi minimamente valorizado pela administração do SUCH nem pelo Governo», pode ler-se na nota.

A greve nacional convocada para dia 31 de Maio, que será acompanhada de várias concentrações a nível regional, vem dar resposta à recusa da administração do SUCH em negociar com os sindicatos aumentos salariais em 2020 e ao «arrastar» do processo negocial de revisão do acordo de empresa de 2021.

Os trabalhadores exigem aumentos salariais «justos e dignos», a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais, a actualização do subsídio de alimentação e a criação de um regime de diuturnidades.

O reforço dos quadros de pessoal e fim dos ritmos de trabalho intensos, bem como a melhoria das condições de trabalho são outras das reivindicações.

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