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Governo não cumpre há dois anos com os trabalhadores da Cofaco

O Governo ainda não criou o regime de majoração de apoios sociais aos 162 trabalhadores despedidos da conserveira Cofaco, apesar de este ter sido aprovado em Julho de 2018.

Os trabalhadores da fábrica da Cofaco, na ilha do Pico, concentraram-se esta sexta-feira
Os trabalhadores da fábrica da Cofaco, na ilha do Pico, concentraram-se esta sexta-feiraCréditos / Uniãos dos Sindicatos da Horta

O encerramento na Ilha do Pico, da fábrica da conserveira Cofaco, dona do atum Bom Petisco, e o consequente despedimento dos seus 162 trabalhadores, em 2018, continuam a ter graves consequências sociais e económicas na ilha, alerta em nota o Sindicato das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio, Escritórios, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT Açores/CGTP-IN).

O Governo ainda não criou o regime de majoração de apoios sociais a estes trabalhadores, apesar de este ter sido aprovado pela Assembleia da República, por unanimidade, há dois anos, em Julho de 2018.

«Aqueles trabalhadores e as suas famílias estão a passar por momentos muito difíceis. Para além de estarem desempregados, uma parte significativa já perdeu ou vai perder o subsídio de desemprego nos próximos meses», pode ler-se na nota.

O sindicato exige a aplicação imediata da resolução, designadamente a majoração do subsídio de desemprego em termos de prazo e montante, a criação de um projecto de formação profissional para estes trabalhadores e o acesso à reforma sem penalização, para os trabalhadores com mais de 55 anos.

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