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Ex-trabalhadores da Cofaco continuam sem apoios

Os trabalhadoras da Cofaco, na ilha do Pico, ainda não têm a majoração dos apoios sociais aprovados para compensar o fecho da fábrica e correm o risco de ficar em Junho sem subsídio de desemprego.

Os trabalhadores da fábrica da Cofaco, na ilha do Pico, concentraram-se esta sexta-feira
Concentração de trabalhadores da Cofaco da ilha do Pico contra o despedimento colectivoCréditos / Uniãos dos Sindicatos da Horta

Em comunicado, o Sindicato de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES/CGTP-IN) denuncia a não aplicação por parte do Governo da resolução aprovada na Assembleia da República, em 2018, que previa apoios para colmatar os efeitos do encerramento da fábrica da Cofaco.

Em Maio de 2018, a Cofaco, dona da marca Bom Petisco, encerrou a fábrica na ilha que empregava 180 pessoas e tinha um papel fulcral na economia local, prometendo abrir no mesmo sítio uma nova fábrica até 2020. A decisão foi contestada ao longo de vários meses pelos trabalhadores que classificaram o processo como «nebuloso».

Face ao profundo impacto, tanto na vida dos trabalhadores como na economia da ilha, a Assembleia da República aprovou, em Julho de 2018, uma resolução do PCP que recomendava ao Governo a criação de um «regime especial e transitório de facilitação de acesso, majoração de valor e prolongamento de duração de apoios sociais aos trabalhadores em situação de desemprego».

«A resolução, aprovada por unanimidade, foi motivada pela preocupação suscitada com as consequências sociais do encerramento da conserveira Cofaco na Madalena, na ilha do Pico. Sucede que até à presente data nada foi feito com vista a garantir a sua aplicação», afirma o SABCES.

Incumprimento do Governo conduz ao «retrocesso social»

No comunicado, o sindicato alerta que em Junho, caso o Executivo do PS não aplique o previsto, «alguns destes ex-trabalhadores da Cofaco do Pico deixam de receber o subsídio de desemprego e, em alguns casos, a família fica sem qualquer fonte de rendimento».

«Ficamos perante uma situação inaceitável e que prejudica os trabalhadores e as suas famílias, mas acima de tudo a Ilha do Pico, contribuindo para o retrocesso social e económico das ilhas do triângulo e consequentemente da região», afirma.

A estrutura sindical sublinha ainda que solicitou novas reuniões com os partidos com assento nos diversos órgãos de soberania da região e nacionais, bem como aos ministros do Trabalho e da Solidariedade e Segurança Social, para alertar para o risco de uma iminente «catástrofe».

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