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Funcionários da secundária de Mem Martins em protesto

Trabalhadores não docentes da Escola Secundária de Mem Martins, concelho de Sintra, estão esta semana em greve das 7h às 9h30, em protesto contra a falta de pessoal, numa escola que já teve 30 funcionários e neste momento tem apenas 21.

Trabalhadores não docentes da Escola Secundária de Mem Martins concentrados, em greve, na entrada do estabelecimento de ensino, 6 de Novembro de 2017
Trabalhadores não docentes da Escola Secundária de Mem Martins concentrados, em greve, na entrada do estabelecimento de ensino, 6 de Novembro de 2017Créditos / STFPSSRA

Luís Esteves, dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN), informou o AbrilAbril que «ninguém foi hoje trabalhar» e que a escola esteve encerrada até às 9h30. Acrescentou que os trabalhadores estiveram concentrados à entrada da escola durante o período da greve, que decorrerá até dia 10 de Novembro à primeira hora do tempo lectivo.

Esta é uma escola com 25 mil m2 e 17 mil m2 de área coberta, lembra o dirigente sindical, para além de ter recebido este ano mais 300 alunos, chegando assim aos 2000. Luís Esteves afirma que a escola precisaria de, «pelo menos, mais cinco trabalhadores».

«A escola, por exemplo, tem nove laboratórios, que obrigam a uma limpeza aprofundada», refere o sindicalista, lembrando que é uma das maiores escolas do País em área e que há dez anos tinha 30 trabalhadores não docentes e neste momento apenas tem 21.

«Os trabalhadores estão completamente assoberbados de trabalho, o que já está a levar a situações de exaustão», afirma Luís Esteves, dando o exemplo de que a escola tem um total de 70 salas e uma trabalhadora tem a responsabilidade de limpar 14 salas por dia. Sublinha ainda que a escola funciona até às 21h30, havendo trabalhadores não docentes a trabalhar até esta hora.

Segundo o dirigente sindical, será enviado mais um ofício à secretária de Estado Adjunta da Educação, Alexandra Leitão, a expor a situação. Destaca que a nova portaria de rácios «mantém os vícios da antiga», explicando que «quantos mais alunos uma escola tem, menos trabalhadores não docentes», porque vai sempre aumentando o número de alunos por cada trabalhador não docente. «A partir dos 1100 alunos, é um trabalhador não docente para 150 alunos», refere.

Outra questão levantada pela portaria de rácios prende-se com o facto de não haver substituição nas baixas, nomeadamente nas baixas prolongadas. «Há casos de escolas com cinco pessoas de baixa e, oficialmente, para o Ministério da Educação, é como se nada tivesse acontecido», conclui Luís Esteves.

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