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Fima-Olá impede realização de plenários. Trabalhadores respondem com greve

Os trabalhadores da Fima-Olá cumprem uma greve de 24 horas e marcaram concentração na portaria da fábrica em protesto contra o ilegal impedimento de realizarem plenários dentro da empresa.

Créditos / Fiequimetal

A concentração contra a atitude «intransigente» da administração foi agendada para o início da tarde, no largo fronteiriço à portaria da fábrica, em Santa Iria de Azóia, no concelho de Loures.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA/CGTP-IN) denuncia num comunicado que, «apesar de já ter sido multada duas vezes pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)», a administração da Fima-Olá continua a impedir a realização de plenários.

«No resultado de duas acções inspectivas, feitas a pedido do sindicato, a ACT procedeu ao levantamento de auto de notícia por motivo de infracção (muito grave), respeitante a proibição de reunião de trabalhadores no local de trabalho, reconhecendo à Comissão Sindical o direito à sua marcação», lê-se no texto.

Além de repudiar o comportamento por parte da empresa, a greve de 24 horas visa possibilitar a participação dos trabalhadores na concentração-plenário com vista a analisarem os problemas inscritos no pré-aviso de greve e tomarem medidas para a defesa dos seus direitos. A venda do negócio de margarinas e cremes vegetais à Upfield e a proposta reivindicativa para 2019 são alguns dos temas «em cima da mesa».

O sindicato recorda que a redenominação do negócio de margarinas da multinacional Unilever (e da Unilever Jerónimo Martins) para Upfield foi feita no Verão passado, quando ficou concluída a venda à sociedade gestora de fundos KKR, sediada nos EUA.

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