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Ferrovia não é só comboios

A Fectrans considera positiva a decisão do Governo relativa à aquisição de comboios, mas lembra que a ferrovia é feita de «milhares de trabalhadores» e não apenas de infra-estruturas e material circulante.

CréditosMário Cruz / Agência Lusa

Numa nota intitulada «Que seja mais que um anúncio», a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) reage positivamente ao anúncio de compra de 117 comboios feito esta sexta-feira pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, num investimento «histórico» de 819 milhões de euros.

A estrutura sindical lembra, no entanto, que «a ferrovia não é apenas infra-estruturas e material circulante, [mas] também milhares de trabalhadores que, diariamente, apesar do desinvestimento de muitos anos, intervêm para assegurar um serviço de qualidade e seguro».

Assim, não se pode falar em mais material circulante quando subsiste a «falta de trabalhadores nas diversas áreas de actividade» e quando aqueles que asseguram toda a actividade se confrontam com «a desvalorização dos seus salários e das suas condições de trabalho», defende a Fectrans.

A federação já vinha defendendo a necessidade de uma «profunda renovação de material circulante», que fosse para além do único concurso que existe de aquisição de 22 comboios e que se encontra ainda por concretizar.

«Como a vida nos tem demonstrado, anúncios para a ferrovia temos assistido a muitos, mas sem concretização dos mesmos», afirma a estrutura, esperando que este avance e que não seja «só para alimentar discursos, visualizações e gostos nas redes sociais».

Por outro lado, a Fectrans considera que a defesa dos interesses do País deve passar igualmente por «um plano de desenvolvimento da indústria e aumento da produção nacional, no qual as actuais oficinas da CP podem ter um papel determinante».

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