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Fenprof reitera a necessidade de valorização da profissão e da carreira docente

Em conferência de imprensa, foi proposto ao Ministério da Educação um protocolo negocial para resolver as más condições com que os professores estão confrontados. 

Docentes desfilam no Jardim da Estrela, em Lisboa, rumo ao Ministério da Educação, para entregar a moção aprovada no plenário de professores e educadores convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN), 15 de Julho de 2022 
Docentes desfilam no Jardim da Estrela, em Lisboa, rumo ao Ministério da Educação, para entregar a moção aprovada no plenário de professores e educadores convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN), 15 de Julho de 2022 CréditosJosé Sena Goulão / Agência Lusa

Ontem a Fenprof realizou uma conferência de imprensa de modo a fazer uma síntese dos problemas que se colocam aos professores e à profissão, nomeadamente as questões da precariedade e da inflação.

Na declaração, a Fenprof propôs ao Ministério da Educação a assinatura de um protocolo que «preveja a realização de processos negociais ao longo da legislatura orientados para a revalorização da profissão e da carreira docente», tendo como ponto de partida a negociação do Orçamento do Estado para 2023.

Entre as reivindicações da entidade representativa do professores encontra-se a necessidade da contagem integral do tempo de serviço, acabar com os bloqueios à progressão na carreira, desde logo as vagas, o aumento dos salários de forma a acompanhar a inflação, um mínimo de justiça à avaliação de desempenho, começando por eliminar as quotas, o rejuvenescimento da profissão facilitando a pré-reforma e a aposentação e recuperando os milhares de docentes que a profissão, um combate efetivo e determinado à precariedade e a garantia que os contratados não são objecto de descriminação salarial.

A Fenprof demonstra vontade de negociar deixando a dúvida se tal vontade também existe no Ministério da Educação, ou se a vontade passará por manter o empurrar de problemas com a barriga. 

Para já, no entender da Fenprof os sinais não são abonatórios uma vez que só meio ano depois de expirado o prazo legal, saíram as vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões, com o número de docentes retidos nos escalões anteriores a aumentar 24,2%, a precariedade tendo-se agravado com a renovação de mais de 1100 contratos em horários incompletos e em relação às habilitações para a docência verifica-se um retrocesso de mais de três décadas. 

O Dia Mundial do Professor servirá então de oportunidade para reafirmar as reivindicações bem como para serem apresentadas as prioridades para o próximo Orçamento do Estado. A bola fica do lado do Ministério da Educação para se saber se quer assinar o protocolo negocial que permitirá estabelecer caminho para revalorizar a profissão docente ao longo da legislatura.

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